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Minha pequena florzinha - 11 Aniversário da tia

Minha pequena florzinha - 11 Aniversário da tia.Mais um final de semana que provavelmente não teríamos muito tempo juntos, afinal de contas seria um final de semana especial, o aniversário de sua tia querida. Passei a semana pensando nisso, tentando me convencer de não ficar chateado por saber que não teríamos muito tempo juntos, haviam muitos afazeres, a preparação de uma festa não é algo tão simples assim.
Tentei me conformar até sexta, quando segui em direção à casa dela, sai de casa até que conformado, até porque eu também iria ajudar no que pudesse. Cheguei em sua casa muito cansado dessa vez, não sei porque estava tão exausto de uma viagem que já estava acostumado a fazer. Entrei e sentei no sofá, para descansar um pouco as costas e as pernas, andar de moto por um pouco mais de uma hora, para quem não está acostumado, às vezes cansa. Não era cansaço de ter que ir até lá, era cansaço físico mesmo de ter pilotado naquela noite. Seus tios ainda não estavam lá, éramos apenas nós, como sempre. Naquela noite lembro que a florzinha não ficou muito tempo deitada comigo, quase não conversamos mas até então não havia nada de estranho, pelo menos nada que pudesse ser notado. Sua família chegou, conversamos, demos muitas risadas juntos.
Durante os preparativos para a festa, notei que a florzinha estava muito afastada de mim, quando estava fazendo algo para a festa, tudo bem, mas houveram alguns momentos que poderíamos passar juntos e que não passamos. Mas, nada demais, prosseguimos com os preparativos e preparamos a maior festança para sua queridíssima tia. Houveram pequenos desentendimentos entre nós durante aquele dia, mas não fora nada que pudesse abalar o amor que sentíamos um pelo outro a não ser um pequeno detalhe. Notei que seus beijos naquele dia estavam um pouco indiferentes, parecia que algo a incomodava, parecia não fazer tanta questão de me beijar, havia algo realmente estranho.
Com mais calma comecei a pensar e lembrei que no dia anterior também as coisas não estava muito legais, que ela não parecia a mesma pessoa de sempre, que seus carinhos estavam ausentes, mesmo antes de nos desentendermos, mas deixei guardado até o momento em que senti necessidade de conversar sobre isso. Quando pensei em falar com ela sobre isso, as coisas estavam um pouco diferentes, então acabei aproveitando o momento e fiquei numa boa com ela, afinal de contas, foi o único momento em que ela parecia ela novamente. Isso foi na noite de domingo, ficamos deitamos juntos por um tempo, seus beijos estavam quase normais, sua presença era quase real. Ela foi dormir e fiquei pensando muito nas coisas, em algo que poderia ter feito para desagradá-la mas nada me vinha à cabeça e acabei pegando no sono. Dormi mal nessa noite, mal passou o tempo e meu celular já tocava, era hora de partir, segunda-feira, 05:30h, frio, uma sensação enorme de vazio dentro do peito, um sentimento de falta, de saudade, senti tudo naquele momento.
Tive vontade de acordá-la e dar-lhe um enorme beijo antes de partir, pressentia algo, não sabia o que. Simplesmente me dirigi a porta de seu quarto, não tinha como enxergá-la, estava muito escuro e dei as costas para tomar meu rumo. Fumei um cigarro montado na moto, fazia muito frio e aquela sensação horrível de falta estava me matando. Não tinha vontade de ir embora, queria ficar, queria ficar com ela, não estava satisfeito com o pouco tempo que passamos juntos. As festas em família eram bacanas, porque eu realmente gosto muito da família dela, mas acabavam por tomar o pouco tempo que tínhamos para passar juntos, assim como visitas inesperadas também. Não havia jeito, tinha algo importante a fazer naquela segunda-feira e não poderia deixar de ir trabalhar. E realmente nunca gostei muito de perder um dia de trabalho se não fosse realmente valer a pena, e como as coisas ficaram daquele jeito, meio sem explicação, achei melhor voltar para o trabalho.
Nunca passei tanto frio para conseguir chegar em São Paulo como nesse dia, normalmente voltava tão feliz para casa, por ter passado um excelente final de semana com minha florzinha, que todos os obstáculos para voltar não me incomodavam, eu saia sorrindo e chegava sorrindo no trabalho, segunda-feira era o melhor dia para conversar comigo depois da própria sexta. Normalmente transbordava felicidade, era algo contagiante, mas nessa segunda-feira fatídica fora bem diferente, a estrada parecia não acabar nunca, o sol não mostrava sua face para iluminar meu caminho, tudo estava remando contra a maré. Parecia que essa segunda-feira seria diferente de todas as outras desde que começara a namorar a florzinha, há muito não havia uma segunda-feira cheia de tédio, ódio, tristeza e rancor.
Claro que não desci a porrada em ninguém naquele dia, afinal de contas, fiquei pensando no que poderia ter feito para que as coisas ficassem tão indiferentes, tão monótonas, como as coisas chegaram à esse ponto? Não cheguei a conclusão alguma, mas tocamos nesse assunto durante a semana e nos acertamos, na realidade, ela me explicou que não havia nada demais, que nada havia mudado. Ficamos numa boa, conversamos durante a semana inteira e aparentemente as coisas estavam normais novamente. Ela ainda pediu para não guardar nada, pediu para conversarmos tudo e realmente era o melhor a ter feito, não sei porque dessa vez resolvi guardar o negócio para conversar somente depois, mas foi melhor assim...
Próximo episódio - 12 Eventos inesperados.
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