Pensei seriamente em fazer algo que ouvi há um tempo atrás que alguns escritores fazem normalmente: reescrever o "Minha pequena florzinha". Ah, mas por quê? Por que não escrever um novo livro, como você começou e desistiu depois do primeiro capítulo? Porque acho que muitas coisas ficaram muito mal escritas e talvez seja bem mais fácil reescrever um livro para ser o primeiro a virar mídia digital. Virar mídia digital? Sim, estou pensando seriamente em publicá-lo como um ePub, de graça, só para ter uma noção de como o povo reagiria, se é que alguém o leria.
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Minha pequena florzinha?
Pensei seriamente em fazer algo que ouvi há um tempo atrás que alguns escritores fazem normalmente: reescrever o "Minha pequena florzinha". Ah, mas por quê? Por que não escrever um novo livro, como você começou e desistiu depois do primeiro capítulo? Porque acho que muitas coisas ficaram muito mal escritas e talvez seja bem mais fácil reescrever um livro para ser o primeiro a virar mídia digital. Virar mídia digital? Sim, estou pensando seriamente em publicá-lo como um ePub, de graça, só para ter uma noção de como o povo reagiria, se é que alguém o leria.Minha pequena florzinha - 15 A decisão.
Era outubro, várias coisas haviam abalado o relacionamento mas até então nada fora comprometedor, algo que causasse a intenção de terminar ou algo do gênero. Tínhamos pequenas discussões que nem chegavam próximas as da maioria dos casais que conhecia ou dos namoros que tive. E o nosso problema sempre era olharmos cada um para um lado, seguirmos em direções completamente opostas.
Talvez o medo que ela tinha de possivelmente se afastar da igreja que a família frequentava, causava um certo temor e pior, porque além de se afastar de sua igreja, também não teria companhia para os cultos porque muito provavelmente não estaria presente em todos.
O conceito ultrapassado de que marido e mulher "sempre" devem fazer as coisas juntos, não me animava muito, até porque mesmo namorando, casado ou sei lá o que, cada um precisa manter um pouco da sua individualidade como diz um grande amigo meu. Isso foi uma das coisas mais sensatas que ele me disse diversas vezes. A ideia de acompanhá-la de vez em quando, realmente não me incomodava, não custaria nada eu me esforçar e ir vez ou outra acompanhá-la. Mas a questão é que isso a incomodava mais que qualquer coisa na vida, o pensamento, provavelmente, de não me ter na igreja junto à ela.
Talvez o medo que ela tinha de possivelmente se afastar da igreja que a família frequentava, causava um certo temor e pior, porque além de se afastar de sua igreja, também não teria companhia para os cultos porque muito provavelmente não estaria presente em todos.
O conceito ultrapassado de que marido e mulher "sempre" devem fazer as coisas juntos, não me animava muito, até porque mesmo namorando, casado ou sei lá o que, cada um precisa manter um pouco da sua individualidade como diz um grande amigo meu. Isso foi uma das coisas mais sensatas que ele me disse diversas vezes. A ideia de acompanhá-la de vez em quando, realmente não me incomodava, não custaria nada eu me esforçar e ir vez ou outra acompanhá-la. Mas a questão é que isso a incomodava mais que qualquer coisa na vida, o pensamento, provavelmente, de não me ter na igreja junto à ela.
Minha pequena florzinha - 14 O início do fim
Distância, talvez esse tenha sido nosso maior problema. O engraçado é que não comento sobre distância física, mas sentimental, pelo menos era o que sentia nesse momento, uma enorme distância sentimental. Por mais que a florzinha estivesse a meu lado, muitas vezes ela parecia muito distante, mas realmente distante. Os finais de semana já não eram mais os mesmos, tudo que eu precisava era ouví-la dizer algo, qualquer coisa que fosse, mas eram raros os momentos em que parávamos para conversar.Era algo estranho, porque conversávamos bem pelo msn ou telefone, mas pessoalmente parecia que não haviam mais assuntos a serem conversados mas mesmo falando de vez em quando por telefone, ainda haviam muitas coisas a serem discutidas ou mesmo contadas, mas o silêncio muitas vezes nos atormentava. Até mesmo seus beijos mudaram, ficaram frios, houve uma explicação não tão aceitável, talvez até certo ponto. Compreensão, era tudo que me pedia, que entendesse certas coisas, mas coisas simples como um beijo não poderiam ser negadas. Por mais que a castidade fosse algo extremamente visado em nosso caso, era possível nos beijarmos como dois namorados normais, afinal de contas, pela teoria nós éramos isso até pouco tempo atrás. Diversas coisas mudaram nesses últimos tempos, diversas coisas sumiram, de repente, sem deixar vestígio ou explicação. Questiono, questiono e questiono e ouço sempre a mesma resposta, de que não há nada de errado, que nada aconteceu, que nada mudou.
Minha pequena florzinha - 13 O aniversário dela.
Depois de tempos nebulosos, a paz finalmente chega a reinar nessa relação, não que tenha sido algo realmente muito conturbado, mas as últimas semanas foram realmente estranhas. Acho que o fato dela ter pensado se deveria ou não prosseguir com nosso relacionamento mexeu demais comigo, me deixou realmente com muito medo de perdê-la. Provavelmente isso aconteceu porque não estava com os pés no chão, nunca imaginei que ela poderia chegar nesse ponto, de pensar se realmente deveria prosseguir pensando na felicidade dos dois. Claro, compreendo, de uma forma não tão natural, mas compreendo. Afinal de contas, uma pessoa de cunho religioso do tamanho do dela, tem visões bem diferentes em relação ao relacionamento. O que normalmente seria uma briga por ciúmes ou qualquer coisa supérflua, no nosso caso era bem diferente e bem mais complexo que a maioria dos outros relacionamentos que tive na vida.Minha pequena florzinha - 12 Eventos inesperados
Juras e mais juras de amor, paixão avassaladora que tomou conta de nossos corações, todo aquele sentimento parecia interminável, algo que realmente duraria por muitos anos se não para o resto de nossas vidas. Era engraçado, a forma como conversávamos no msn, o modo como nos tratávamos pessoalmente, as belas palavras que saiam daquela boca de lábios carnudos e macios, com seus olhinhos levemente puxados, olhos que sorriam sempre que nos víamos.Tudo que falei, foi de coração e sempre senti o mesmo dela, não pareciam palavras artificiais, muito menos um script decorado, eram palavras realmente sinceras, verdadeiramente provindas de seu interior, pelo menos sempre senti dessa maneira. Cada vez que ela dizia: "Eu te amo!", ficava marcado em meu peito, era uma sensação extremamente boa, não conseguia me acostumar à tanto amor. Era engraçado porque não me sentia assim há muitos anos, não conseguia sentir o amor de alguém de uma forma tão forte como sentia o dela e o mais bacana é que eu retribuia todo esse amor e carinho, porque também sentia que a amava demais, mais que tudo nessa vida, seria capaz de levar um tiro no lugar dela...
Minha pequena florzinha - 11 Aniversário da tia
Mais um final de semana que provavelmente não teríamos muito tempo juntos, afinal de contas seria um final de semana especial, o aniversário de sua tia querida. Passei a semana pensando nisso, tentando me convencer de não ficar chateado por saber que não teríamos muito tempo juntos, haviam muitos afazeres, a preparação de uma festa não é algo tão simples assim.Tentei me conformar até sexta, quando segui em direção à casa dela, sai de casa até que conformado, até porque eu também iria ajudar no que pudesse. Cheguei em sua casa muito cansado dessa vez, não sei porque estava tão exausto de uma viagem que já estava acostumado a fazer. Entrei e sentei no sofá, para descansar um pouco as costas e as pernas, andar de moto por um pouco mais de uma hora, para quem não está acostumado, às vezes cansa. Não era cansaço de ter que ir até lá, era cansaço físico mesmo de ter pilotado naquela noite. Seus tios ainda não estavam lá, éramos apenas nós, como sempre. Naquela noite lembro que a florzinha não ficou muito tempo deitada comigo, quase não conversamos mas até então não havia nada de estranho, pelo menos nada que pudesse ser notado. Sua família chegou, conversamos, demos muitas risadas juntos.
Travei?
Sim, travei, não sei mais esse pequeno trecho da história de minha vida. Fora a falta de tempo para focar no próximo capítulo, o vlog e demais coisas que ando fazendo, a travada é a coisa que mais me atrapalha para escrever.Cheguei em um ponto onde esqueci diversos fragmentos da história, não sei se é um bloqueio mental proposital ou se é alguma defesa surgindo para acalmar a mente.
Claro que quero terminar essa parada, não gosto de começar as coisas e parar no meio, já fiz muito isso na vida e não quero deixar nada inacabado aqui. Vou ler algumas conversas de MSN e ver algumas fotos para relembrar alguns fatos, até porque não vejo sentido em recriar a história e inventar algo que não aconteceu, já que estamos realmente tratando de uma fase de minha vida.
Minha pequena florzinha - 10 As alianças
Quase no final de maio as alianças ficaram prontas, não via a hora de pegá-las, no meio da semana fui buscá-las e elas ficaram perfeitas. Realmente fizemos uma excelente escolha, a loja faz um trabalho maravilhoso e entregaram no prazo que fora prometido.Comentei com a florzinha no fim do dia quando nos falamos por telefone e ela ficou ansiosa para vê-las. Um pouco mais de um mês antes de colocarmos as alianças, coisa totalmente incomum para minha pessoa, eu sempre gostei de compromisso sério, mas como eu não sabia se ela queria usar novamente aliança, adiei a pergunta para o tempo que imaginei ser o melhor, por isso demoramos tanto para colocarmos essas alianças lindas.
Em uma conversa rápida durante a semana, ela comentou que a mãe dela e ela iriam comprar as alianças de namoro da irmã mais velha dela, seria um presente e era segredo. Fiquei muito feliz quando ela me contou, os dois mereciam muito. Desde o início do namoro deles, mesmo sem conhecê-los, eu já apoiava pelos sentimentos que eles sentiam um pelo outro. Conheci a história desde o início, e quando cheguei a Sabaúna pela primeira, lembro que os dois me tratavam como se me conhecessem há anos, eles sempre foram meu casal mais querido, sempre tratei o meu co-cunhado como um irmão. Por essa razão fiquei tão feliz por saber que os dois ganhariam uma aliança.
Minha pequena florzinha - 09 Minha casa
Depois de viajar de ônibus até a casa da florzinha, e como estava mesmo em meus planos, comecei a caçar desesperadamente uma motocicleta para poder viajar tranquilamente. Afinal de contas, se colocássemos na ponta do lápis, valeria muito mais a pena viajar de moto do que de ônibus, o que eu gastaria de combustível valeria pelo conforto e a grande praticidade de chegar até sua casa. Conversamos muito durante a semana e mandei uma foto da moto que pretendia comprar, que bom que ela gostou muito porque eu provavelmente não iria mudar minha escolha. Escolhi uma Yamaha Fazer 250 para poder viajar, antigamente eu tinha uma Suzuki Yes, que é 125 e não sentiria muita confiança em pegar estrada com ela.Comprei a moto, consegui fazê-lo de modo tranquilo, achei que teria problema por ainda possuir o financiamento da Yes, mas foi tranquilo e fiquei mais sossegado em relação à isso. Consegui pegá-la antes da minha próxima viagem, mas como nunca peguei estrada, achei mais prudente primeiro me acostumar com ela na cidade para depois resolver fazer essa pequena viagem nos finais de semana. Afinal de contas, para quem mal pilotou uma 125, uma 250 faz muita diferença.
Minha pequena florzinha - 08 O pedido
Conversamos muito sobre o primeiro dia em que ficamos, durante toda a semana. Ela sempre insistia em dizer que não ficamos, que ela não fica, mas como alguém mundano como eu, a única coisa que poderia considerar é que ficamos, principalmente porque pelo ponto de vista dela, eu teria que pedir para seus pais a aprovação do namoro, então ainda não tínhamos nada sério.Quase próximo do final de semana, perguntei à florzinha como chegar a sua casa, ela me explicou de uma forma bem simples, tão simples que achei que não conseguiria chegar lá, principalmente porque sou completamente perdido. Seria praticamente uma aventura chegar até sua casa, nunca havia ido até Mogi das Cruzes sozinho, fiquei imaginando como seria ir mais longe ainda, em um lugar perdido chamado Sabaúna.
As poucas informações provavelmente fariam eu me perder e com toda certeza o desespero de estar em um lugar totalmente desconhecido me faria querer voltar. Mas a vontade de vê-la era bem maior que o medo de ficar perdido no meio do nada, de não conseguir chegar ao meu destino que seriam seus braços. Fui com a cara e a coragem em busca de minha pequena florzinha, peguei o ônibus na rodoviária para evitar o trem até Mogi e quando cheguei fiquei esperando durante 45 minutos o ônibus que me levaria até Sabaúna. Normalmente odeio ficar esperando ônibus, mas não havia outro meio para chegar lá, nem mesmo andando eu chegaria tão facilmente até lá.
Ainda não escreveu o próximo capítulo?
É, ainda não escrevi o próximo capítulo, mas uma coisa muito boa aconteceu, estou de férias. Inicialmente estou acalmando meus ânimos, meu estresse e tudo o mais, e agora terei um pouco mais de tempo para escrever o próximo capítulo com calma.Na realidade, metade, talvez 1/3 já foi escrito, mas revisarei porque escrevi em um momento de estresse e posso ter me expressado de forma errônea ou até mesmo grotesca, apesar que nesse capítulo e talvez em nenhum outro, haja motivos para isso. Não, talvez no meio da história eu tenha coisas que me incomodaram bastante, mas nada que tenha me tirado do sério a ponto de explodir. São apenas fatos que eu deveria e sabia que aconteceriam hora ou outra, mas coisas que não foram nada graves, pelo menos até aquele momento.
Espero, na semana que vem ou nesse final de semana, lançar o próximo capítulo e tentar lançar mais capítulos consecutivos aproveitando meu tempo de férias para exercitar a minha escrita. Por enquanto, agradeço a calma e a espera e que curtam o próximo episódio dessa pequena parte da minha vida. Até a próxima.
Não vai escrever mais a história da florzinha?
Não tenho ideia da quantidade de pessoas, mas acredito que pelo menos uma pessoa esteja aguardando o próximo capítulo do livro. Infelizmente não ando escrevendo porque meu humor está péssimo e não é muito bacana escrever com o espírito que estou. Por essa grande razão que estou adiando cada vez mais o próximo capítulo, mas espero que em breve, mais provavelmente para semana que vem, que eu volte a escrever como fiz desde o início da história.
Minha pequena florzinha - 07 O primeiro beijo
Depois do nosso encontro na casa de sua avó, conversamos praticamente todos os dias, por telefone ou por msn, não havia praticamente uma noite em que não conversávamos. Era engraçado, apesar de ainda não termos tanta amizade, tínhamos assunto para ficarmos horas a fio conversando, pelo menos no telefone, no mínimo ficávamos umas duas horas nos falando, no msn perdíamos a hora de dormir muitas noites.Em uma noite qualquer ela comenta que havia posto um fim em seu antigo namoro, depois de tanta espera, ela conseguiu concluir o que nos impediu de ficarmos no domingo de páscoa em que nos encontramos em sua avó.
Fiquei feliz e mais ansioso ainda para que nos encontrássemos, agora não via mais a hora de encontrá-la para poder beijar aquela boca maravilhosa. Ela também estava ansiosa, me dizia o quanto queria ficar comigo, de modo bem mais acanhado, mas ela demonstrava possuir um sentimento muito forte por mim. Algumas vezes fui questionado sobre o sentimento amor, falei que ainda era cedo demais para dizer algo sobre isso, senti uma pontinha de tristeza quando respondi, mas depois ela compreendeu que de fato ainda era cedo para podermos dizer algo sobre isso. Aquilo me preocupou, me senti cobrado sobre um sentimento que ainda era impossível de se existir, mas entendi o lado dela, mesmo assim fiquei com medo, preocupado, a paixão que sentia por ela era tão grande quanto a dela e isso me causava muito medo, medo de me machucar como na primeira vez que me apaixonei na vida.
Minha pequena florzinha - 06 A casa da avó
Depois de sua declaração e do pedido para que eu fosse até a casa de sua avó no domingo, fiquei pensando muito antes se iria ou não para lá. Afinal de contas, não poderia beijá-la, ela ainda tinha um namorado e talvez não fosse o lugar mais apropriado para tal encontro. Seria bacana porque finalmente conseguiria conhecer seus avós, claro que havia muita vontade em conhecê-los de tanto ouvir falar da boca de seus tios.Conversamos muito pouco durante a semana que antecedia o final de semana em que poderia encontrá-la novamente, pensei muito durante a semana toda mas na quinta tomei uma decisão. Conversei com sua tia e disse que os acompanharia na visita até a casa da avó da florzinha, aproveitaria para revê-la e conhecer o restante da família. No sábado estava um pouco apreensivo, não sabia se desistia ou se continuaria com a ideia de ir até lá, mas como já havia avisado meus queridos amigos que iria, não daria um passo para trás. Mantive firme minha resposta e também minha vontade, apesar que estava preocupado se conseguiria ou não acordar cedo para a visita. Mas na noite de sábado até que consegui dormir tranquilamente, não tive acessos de ansiedade ou coisa parecida, então tive uma noite de sono muito tranquila.
Sobre o livro "Minha pequena florzinha"
Para quem estava acompanhando o desenrolar da história "Minha pequena florzinha", não desanime, não desisti de escrevê-lo, apenas me fugiram algumas partes dessa história de uma pequena parte de minha vida.Também houveram alguns contratempos que fizeram com que eu perdesse um pouco do interesse em escrever, mas logo mais voltarei com essa história que espero que esteja agradando quem está acompanhando.
Espero que em 2010 eu consiga entregar um capítulo por semana ou pelo menos a cada duas semanas.
Minha pequena florzinha - 05 A surpresa
Passei o final de semana sem ao menos pensar nela, o único momento em que peguei pensando, foi imaginando que nunca mais encontraria novamente aquele sorriso. Passei o sábado como sempre, acordei cedo, fui a Teodoro Sampaio, batemos bastante papo, em seguida fui para casa almoçar e fazer todos os preparativos para ensaiar à tarde. Todo sábado eu fazia praticamente um ritual, afinava as guitarras, tocava por uns 10 minutos, afinava novamente e guardava. Verificava se tudo estava funcionando, pegava duas palhetas, colocava a que estava utilizando no bolso direito e uma reserva no esquerdo. Sim, sou um cara totalmente metódico, frio e calculista, odeio coisas fora de hora e odeio desistência quando algo está marcado. Guardava as duas guitarras em seus respectivos bags, já com a correia encaixada em cada uma, colocava a alavanca no compartimento do bag e descia tudo para a sala. Acendia um cigarro, fumava assistindo um pouco de tv e depois seguia em direção a casa de meu irmão, onde enrolávamos mais um pouco antes de partirmos para o sacrificante e massante ensaio.Minha pequena florzinha - 04 A despedida
Após a despedida no domingo, encontrei novamente a sobrinha de minha irmã, mas dessa vez foi pela internet, ela estava no messenger, não lembro como nos adicionamos, mas tivemos uma pequena conversa na segunda-feira.Assim que notei sua presença no messenger a chamei para conversar.
- Oi lindo, tô bem. - Ela rapidamente respondeu.
- Que bom. Gostou das fotos? - Eu havia mandado as fotos que tiramos quando conversávamos no dia anterior.
- Amei. - Ela mandou algumas risadas de internet, aquelas básicas que todos utilizam e em seguida me perguntou como estava.
- Estou bem, cansado, mas estou bem. - Mandei uma risada também. - E aí, o que fez de bom hoje?
- Tadinho. Não fiz nada. - Diversas risadas foram lançadas logo após essa resposta.
- Que vida boa, hein? - Mais risadas.
Minha pequena florzinha - 03 O dia seguinte
Domingo, fui almoçar novamente na casa da minha segunda mãe, fizemos outro churrasco com o que sobrou da noite anterior, sobrou praticamente tudo para fazermos um outro churrasco ignorante. Não lembro se fui um dos primeiros ou último a chegar nesse dia, na realidade, não lembro de muita coisa desse domingo a não ser que vi novamente a sobrinha de minha amiga querida.Novamente minha sobrinha e ela se enfiaram lá no quarto, quase não ficaram lá embaixo, achei que o único momento em que a veria seria na hora do almoço. Almoçamos, ela desceu para almoçar, quase não troquei palavras com ela, somente o necessário, comi bem nesse domingo também, aliás, sempre que há um churrasco é praticamente um pecado para minha gula. Não sei dizer se é gula ou se como bem mesmo, mas o fato é que como muito. Ficamos à mesa sentados, conversando bastante, rindo, um dos meus amigos ficou sonolento, ele está acostumado a tirar um cochilo aos domingos e já havia passado a hora dele, mas mesmo assim ele ainda ficou um bom tempo conversando com os que sobraram à mesa.
Minha pequena florzinha - 02 Primeiro encontro
Um pouco antes do primeiro sábado de março, um grande amigo e eu planejamos fazer um churrasco para o irmão dele, afinal de contas, no dia primeiro fora o aniversário dele e ele merecia alguma comemoração. Estávamos ensaiando e ao final do ensaio lembramos do churrasco na casa da mãe deles. Esses dois irmãos são praticamente meus irmãos, a família deles é praticamente minha família, convivo com eles há muitos anos, nossa amizade vai além de muitas coisas nesse mundo. Meu amigo que fez aniversário é casado com a amiga que considero uma irmã, conheci os dois muito tempo antes de conhecê-la, mas como todos da família a considerei irmã também. E por uma incrível coincidência da vida, ao relembrar meu amigo sobre o churrasco, ele comentou que levaria sua sobrinha que estava passando um tempo em sua casa.Fiquei tentando imaginar quem seria a tal sobrinha, nisso ele comentou que se tratava da segunda filha da cunhada dele, lembrei de quem estávamos falando, da mocinha que mal conversava comigo no orkut. Fiquei curioso e ao mesmo tempo ansioso para conhecê-la, afinal de contas, conversávamos pouco pelo orkut, mas ela era sobrinha de uma pessoa muito querida, imaginei que fosse gostar dela assim que a visse.
Minha pequena florzinha - 01 Comentários
Em uma tarde qualquer, uma pessoa muito querida por mim, praticamente uma irmã, diz que comentou sobre minha pessoa a sua família, na realidade, para suas sobrinhas. Ela dizia que comentara que sou um cara legal e algumas outras coisas, não me lembro ao certo. Ela disse que ficaram curiosas sobre meu respeito mas como nunca havia ouvido comentários sobre suas sobrinhas, não fazia idéia de quem seriam ou como seriam. Não dei muita bola de início, até porque naquele momento não pensei em nada, apenas ouvi o comentário e continuamos a falar sobre outras coisas.Em uma certa noite, ao acessar o orkut, notei um convite de uma pessoa que não conhecia, pelo menos não lembrava até ver seu perfil. Notei que se tratava de uma das sobrinhas dessa minha amiga. Aceitei o convite, afinal, que mal havia em fazer isso? Adicionei normalmente como adicionaria alguém que conheço ou que conhece alguém que faz parte do meu círculo de amizades. Essa era a sobrinha mais velha de minha amiga, uma garota bonita, de cabelos pretos longos, super simpática, com uma conversa agradável e doce.
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