Minha pequena florzinha - 06 A casa da avó

Minha pequena florzinha - 06 A casa da avó.Depois de sua declaração e do pedido para que eu fosse até a casa de sua avó no domingo, fiquei pensando muito antes se iria ou não para lá. Afinal de contas, não poderia beijá-la, ela ainda tinha um namorado e talvez não fosse o lugar mais apropriado para tal encontro. Seria bacana porque finalmente conseguiria conhecer seus avós, claro que havia muita vontade em conhecê-los de tanto ouvir falar da boca de seus tios.
Conversamos muito pouco durante a semana que antecedia o final de semana em que poderia encontrá-la novamente, pensei muito durante a semana toda mas na quinta tomei uma decisão. Conversei com sua tia e disse que os acompanharia na visita até a casa da avó da florzinha, aproveitaria para revê-la e conhecer o restante da família. No sábado estava um pouco apreensivo, não sabia se desistia ou se continuaria com a ideia de ir até lá, mas como já havia avisado meus queridos amigos que iria, não daria um passo para trás. Mantive firme minha resposta e também minha vontade, apesar que estava preocupado se conseguiria ou não acordar cedo para a visita. Mas na noite de sábado até que consegui dormir tranquilamente, não tive acessos de ansiedade ou coisa parecida, então tive uma noite de sono muito tranquila.
Domingo me levantei às 6 horas da manhã, meu irmão me pegaria aqui em minha rua às 7, então tomei um banho tranquilamente, fiz tudo que faria em um dia normal e fui aguardá-lo no fim da rua. Pontualmente ele chegara ao local combinado, chegamos praticamente no mesmo instante. Subi no carro, passamos em um posto de gasolina e ele colocou combustível, minha querida irmã questionou se estava ansioso e respondi que não, conversamos sobre outras coisas da vida e seguimos viagem. Era uma distância razoável até a casa da avó da florzinha, seria mais ou menos 1 hora de viagem que se seguiria dali por diante. Fomos conversando, rindo, mas nada de tocar muito no assunto principal, que seria meu interesse pela sua sobrinha, falei pouco da florzinha até chegarmos ao nosso destino.
Assim que chegamos, achei que encontraríamos a florzinha e a família dela, no entanto, só estavam na casa seu avô e seu tio. A sua avó estava na igreja e logo seu tio iria buscá-la, entrei e conheci seu avô, um senhor meio carrancudo, mas pelo que ouvira falar tinha um coração enorme, isso se ele gostasse de você. Mal conversamos, aquela coisa de quem está se conhecendo, ficamos ali alguns minutos e logo sai com seu tio para buscar sua avó. Fomos conversando no carro, o tio dela era um cara super simpático, bom de papo, conversamos como se já nos conhecêssemos há algum tempo. Assim que a avó da florzinha saiu da igreja, sai do carro para cumprimentá-la, ela agradável, simpática me deu um beijo no rosto e logo voltamos para a casa dela.
Retornamos e a florzinha ainda não havia chegado, sua avó comentou que sua família sempre se atrasa para os encontros familiares, que sempre chegam tarde, mesmo assim fiquei feliz em saber que chegariam. O avô da florzinha me levou para fazer uma excursão pela casa, o que me parecia ser pequena me surpreendeu quando subimos para os outros dois andares, não havia notado pela frente da casa que haviam mais dois andares além do térreo. Ele me mostrou o segundo andar e em seguida subimos para um terceiro que ainda estava em construção, ele mesmo havia feito tudo aquilo, fiquei impressionado com tamanha dedicação para erguer uma casa como ele fez.
Ficamos ali conversando e fumando, nesse meio tempo ouvi alguém gritar da parte de baixo que a florzinha havia chegado. Continuei ali em cima, com seu avô, não movi um dedo, pensei em descer para recepcioná-la, mas como seu avô ficaria sozinho, fiquei ali com ele fazendo companhia. Depois de alguns minutos a irmã mais velha da florzinha subiu, seguida das duas irmãs mais novas, cumprimentei-as como se já as conhecesse há muito tempo, com um beijo estalado em seus rostos e um forte e carinhoso abraço. Em seguida cumprimentei seus pais, já conhecia seu pai mas não conhecia pessoalmente sua mãe, nos abraçamos como se fôssemos amigos há séculos. Por último cumprimentei a florzinha, fiquei com cara de bobo ao vê-la, linda como sempre, beijei-a no rosto e nos abraçamos. Sentamos um ao lado do outro mas conversamos muito pouco, trocamos mais sorrisos que palavras.
Ficamos mais um pouco ali em cima e depois todos descemos para ajudar no almoço, claro que ninguém me deixaria ajudar e acabei ficando com o grupo de homens. Como sempre, fiquei mais ouvindo as conversas que falando, normalmente sou assim quando estou em um grupo onde não conheço muito bem as pessoas. Ficamos ali sentado, fiquei mais ouvindo a conversa do que falando, mas até que conversei com o avô da pequena florzinha. Depois de algum tempo, o almoço saiu e fomos fazer nossos pratos, voltei para o corredor da entrada e me sentei ali. A florzinha se sentou ali para almoçar do meu lado.
Sua mãe e uma de suas irmãs também estavam ali, conversei mais com a mãe dela, ela falou pouco durante o almoço, parecia tímida, mas chegamos a trocar algumas palavras. Eu estava com muita vontade de ficar ali, conversando o resto do dia com ela, na realidade, não só conversando, mas a conversa bastaria para em alegrar. No entanto, assim que ela almoçou se retirou dali, me deixando com sua mãe, conversamos pouco, mas foi o suficiente para duas pessoas que não se conheciam tão bem. Ela voltou e ficou um pouco mais ali, tentamos conversar, mas era um pouco complexo demais levar uma conversa mais longa naquele momento.
Lembro-me que a florzinha vestia uma blusinha verde, com calça jeans e algo que se parecia com uma rasteirinha com detalhes dourados, estava sem aliança, coisa que achei estranho mas ao mesmo tempo normal, já que ela pretendia por um fim no namoro dela. Em um determinado momento ficamos a sós no corredor, sentados em um sofá, conversando, perguntei se ela havia falado com seu namorado e ela disse que não conseguiu falar com ele. Era uma pena ela não ter resolvido as coisas a tempo de nos reencontrarmos, a minha vontade de beijá-la era tão grande mas infelizmente teria que esperar mais.
Passamos a tarde ali, em meio a conversas, às vezes ela me abandonava e ficava com sua família, naquela tarde até mesmo escravos de Jó jogamos, coisa que habitualmente eu não faria, mas entrei na dança como todos na mesa enorme que ocupava a cozinha. Depois de algum tempo fui até o corredor e me sentei ao lado de seu avô e seu tio. Ficamos ali conversando um pouco e resolvi fumar, eu ia até o portão da casa para fumar e o avô dela me disse para fumar ali mesmo onde estávamos. Não queria porque as crianças estavam ali e não queria incomodá-las com fumaça de cigarro. Essa foi a cena mais cômica daquela tarde, uma cena que até me deixou feliz na realidade, o avô dela se voltou para mim e me mandou tomar no cu e me chamou de filho da puta. Achei engraçado, mas se ele teve toda essa liberdade, acredito que tenha gostado de minha pessoa.
Quando anoiteceu, a avó da florzinha havia feito uma torta, a famosa torta que seu tio comentara. Comi alguns pedaços acompanhados de coca-cola, realmente a torta era divina. Em um determinado momento daquele dia que estava acabando, chamei a florzinha para ir até a garagem, comentei que estava triste porque não poderia beijá-la, ainda brinquei que ali ninguém nos veria, mas respeitei sua vontade de terminar o namoro antes de iniciarmos qualquer coisa. O fim daquele dia estava se aproximando, a cada minuto que percebia que iria embora, ficava um pouco mais triste.
Sua mãe resolveu ir até o carro ouvir música, ela sentou no banco do motorista e a florzinha entrou e sentou no banco do passageiro, fiquei em pé do lado de fora, mas a mãe dela insistiu que eu sentasse no mesmo banco que a florzinha e fechássemos a porta. Fizemos um pequeno esforço e coubemos no banco do carro, ela começou a nos mostrar diversas músicas, inclusive colocou a música que sua filha usou para se declarar. Ficou uma situação um pouco complicada ali, fiquei praticamente em cima da florzinha mas não podia beijá-la.
Enfim, os tios dela resolveram ir embora, infelizmente eu também teria que partir, pois iria de carona com eles e naquela hora não seria muito viável pegar uma condução para chegar em casa e poder ficar um pouco mais para esperá-la partir. Começamos a despedida, me despedi de praticamente todos da casa. Me encontrei com a florzinha no corredor que dá acesso a sala e fui me despedir dela, fui beijá-la e num desentendimento de que bochecha beijar, quase beijei sua boca, encostamos o canto de nossos lábios por acidente. Nada demais, mas aquilo me deixou com mais vontade ainda de beijá-la. Em seguida dei-lhe um forte abraço, olhei bem em seus olhos e comentei que aguardaria ansiosamente nosso próximo encontro. Me despedi de todos e fomos embora, foi triste acenar pela janela do carro e irmos embora.
Próximo episódio - 07 O primeiro beijo.
Download da obra completa em formato pdf.

5 comentários:

  1. Hum, legal a historia, mas isso ja faz tempo, ou foi agora recem?

    ResponderExcluir
  2. Curiosidade, por que a pergunta?

    ResponderExcluir
  3. Hum, porque percebi por alguma forma de escrita que nao era tao recem assim... mas tbm nao pensei que fosse tao velha ahhahahaha brincadeira =P
    Pensei que tinha um mes ou dois de atraso... mas nao tanto hehehehe
    Vamos ver como isso continua =)

    ResponderExcluir
  4. Teve gente que achou que era recente por causa de alguns detalhes que normalmente seriam esquecidos. Na realidade, acho que escrevo findar de vez essa história! rs rs rs

    ResponderExcluir