Por que tudo na sexta?

Eu só queria ajudar.
- Yama, o Cicrano quer falar com você.
- Mas o que ele quer?
- Não sei.
Pego o telefone, já sei que não virá coisa boa. - Que foi?
- E aí, beleza?
- O que você quer?
- Então, qual o usuário e a senha do servidor?
- Caralho, te passei naquele dia antes de ir embora. Mas que servidor? - Tentei entender já que um servidor Linux, só configuramos o usuário root.
- O da empresa X.
- Porra, te passei a senha, é xpto.
- Já tentei e não vai.
- Que usuário você está utilizando? - A retórica é para idiotas.
- Root.
- Loguei 52 vezes e foi numa boa antes de mandar o servidor pro cliente. Como assim não loga?
- Já tentei diversas vezes e não vai.
- Ah, seu idiota, você está utilizando o teclado numérico que está desligado?
- Já tentei nos dois.
- Não é possível, espere aí. - Conecto no servidor do cliente. - Então, já está na rede?
- Sim.
- Olha só que incrível, acabei de logar no servidor. Não está escrevendo outra letra no lugar do p?
- Não, estou escrevendo com p mesmo. Ah, agora entrou, valeu.

Desligo o celular sem ao menos dizer um tchau. Fico puto, invoco diversos demônios, isso porque já estava muito puto. Fico pensando em como é possível, por que não anotou a senha no dia que comentei, por que não me consultaram antes, aliás, por que raios ele está fazendo isso lá? Eu faria isso remotamente.
Ainda tenho quase 100% de certeza de que não tirou a permissão de acesso do servidor atual antes de fazer as coisas. É capaz de perderem informações por conta disso, bom, paciência. Desço para entregar o celular e peço que avisem que o papa não está, porque não tem cabimento ensinar o povo a usar um teclado.

Só acontecem coisas ruins com você?

Não sabe escrever sobre coisas boas?
Já ouvi diversos comentários que só sei reclamar da vida, que só sei falar e escrever sobre as desgraças dela. Mas vamos analisar, o que seria desse blog se eu resolvesse comentar sobre as coisas legais que faço na vida? Talvez escrevesse durante uns dois meses e voltaria depois de uns seis para escrever mais um.
Viraria algo totalmente esporádico, sim, mais do que ando ultimamente. Tenho feito muitas coisas que não envolvem o blog, não diretamente, mas também tenho outras coisas para fazer. Mas sinceramente, será que teriam mais pessoas acompanhando caso falasse sobre coisas boas? Onde ficaria a "graça" das desgraças que ocorrem em minha vida? Sinceramente, acredito que não conseguiria escrever sobre coisas boas, seria um post ou outro que seria escrito com toda empolgação, como um post onde conto os casos medonhos que enfrentava no escritório.
Por que raios não escrevo tanto quanto antes? Sinceramente? Porque deixei de me importar com muitas coisas, parei de me estressar por algumas "besteiras". Não porque não quero causar um avc a minha pessoa ou porque percebi que deveria mudar, mesmo a terapia não faria milagres com minha pessoa, parei de me importar com várias das coisas que aconteciam. Deixando de me importar, com que mais podemos nos estressar? Analisemos minha vida: sem namorada, sem me importar com as cagadas no trampo, sem ninguém para dar satisfações, sem cobrança de ninguém, o que mais poderia me deixar estressado?
É, esse é um excelente motivo para alguém como eu, que escreve em um blog como esse, deixar um pouco de escrever. Não ter mais "causos" interessantes ou "engraçados" para destilar palavras ofensivas ou agressivas, faz com que a imaginação lhe falte com posts diários. Talvez, se mudar um pouco o foco, consiga ainda criar citações espetaculares das diversas coisas que ainda ocorrem naquele antro de mais pura saberia, mas, prefiro me abster em alguns casos.
Não pense que não sinto falta de me importar, de brigar, de descer a porrada no povo. Claro que sinto e não pelo simples prazer de fazê-lo, mas com o prazer de ver as pessoas se mexerem quando isso acontece. Realmente era a parte mais interessante do cotidiano, fazer as pessoas se coçarem, correrem atrás de um objetivo, tentar chegar em algum lugar. Hoje, vejo o mesmo que via há alguns anos, de forma muito mais cruel e muito mais preguiçosa. Vejo um povo que não luta, que não procura, que não veste a camisa e que não compra as batalhas que comprei. É isso que deixarei para trás, é disso que fugirei, talvez isso não me faça entristecer tanto quando deixar meu posto.
Sei que fiz de tudo para que as coisas funcionassem, talvez não da melhor maneira, na realidade, é praticamente uma certeza que não da melhor maneira, mas havia outra maneira para lidar com "Gollums" e mentecaptos que lidávamos todos os dias? Tenho a consciência que tenho e não me arrependo de nada que fiz para tentar fazer com que as coisas fossem para frente. A minha única tristeza é realmente não ter conseguido fazer com que muitas coisas atingissem o esperado. Tenho em mente que meu sucessor não terá problemas, porque realmente se importar, ninguém se importa.

PDDV FORMS01E13 - Yama responde.

Alguém me dá um chute?

Sem propósito.
Comecei escrevendo para ninguém, passei a escrever pra mim, em seguida você e hoje não sei para quem escrevo. Às vezes sinto que perdi o propósito inicial, mas qual seria de fato? Aliás, um blog como este, que não é focado em uma única coisa, possui algum propósito?
Me canso de tentar escrever, pego minha guitarra e depois de um certo tempo, tentando tocar alguma música qualquer, percebo que não tenho mais vontade de fazer um acorde sequer. Qual foi o propósito inicial que me fez pegar na guitarra? Me desestressar? Talvez, mas sinto que estou mais estressado do que antes. Será que me desestressar era o propósito inicial?
Comecei a fazer vídeos, uma pequena extensão do blog, coisa para gente preguiçosa ou que não consegue assimilar algo apenas lendo. Comecei de uma forma, mudei, não foi simplesmente evolução na forma de filmar, novamente mudei as coisas no meio do jogo. Mudei o foco, criei um ambiente que nem mesmo eu conheço mais. E novamente o propósito inicial desapareceu como um pedaço de papel que queima até seu final.
Minha vida sempre foi cheia de coisas que começo e não termino. É algo realmente incrível e insuperável, nunca conheci tantas pessoas que fizessem isso. Até que diminuí um pouco o número de coisas que não concluo mas me preocupo que não tenho mais nada que me faça querer ir até o fim. Será que procuro demais por um propósito?
Aliás, estou há quase um mês tentando fazer um currículo, já montei a estrutura, só falta colocar as minhas informações ali, até agora não o fiz. Mas nesse caso, será que falta um propósito? Não, não creio nisso, afinal de contas, a coisa que mais quero é mudar de emprego, respirar novos ares e perseguir novos desafios. Talvez a vida esteja me pregando uma peça, talvez eu mesmo esteja fazendo-o. Tem horas que sinto como se estivesse me sabotando, para chegar mais no fundo, para ver que realmente a luz se fora. Não penso muito nisso mas sinto isso todos os dias.
Não me sinto como se estivesse me castigando, sinto como se mais nada tivesse sentido nessa vida. Paixão? Não, nem mesmo uma paixão me deixou tão derrubado na vida. Nem mesmo o término de um relacionamento, onde estava perdidamente apaixonado, me deixou com tanta vontade de simplesmente apertar um botão para desligar tudo. Me sinto preso, acorrentado em uma masmorra que criei em minha imaginação. Preso em meu próprio subconsciente, de onde tento fugir dia após dia mas sem a mínima vontade de realmente fugir. E novamente acho que preciso de um chute no melhor estilo "Inception".
Escrito ao som de "The day that never comes" do Metallica.

Você pensa antes de perguntar?

Você consegue pensar?
Puxa vida, estou com uma dúvida, não sei como resolver isso. Deixe-me pensar, o que farei para chegar a resposta? Hum... Tenho um amigo aqui do lado que deve saber sobre isso, afinal de contas, ele lida com isso todos os dias. Acho que perguntarei à ele, quem sabe possa me ajudar.
Opa, espere, eu nem sequer tentei procurar a solução para o meu caso. Nem mesmo vi algo para tentar entender o que está acontecendo, que tipo de problema pode ser. Será que não há problema em perguntar para esse amigo?
Será que quando eu fizer a minha pergunta, ele não virá com milhões de questões? Será que ele não me perguntará se fiz o básico? Se pelo menos tentei descobrir qual seria o problema? É, é muito provável que ele me faça indagações de coisas que são óbvias, não conseguirei nem responder porque nem tentei resolver o negócio ou pelo menos tentar entender.
Acho melhor dar uma olhada antes, mas por onde começar? Eu sinceramente não faço a mínima ideia. Como isso é possível? Será que sou tão burro que não tenho a mínima ideia sobre o assunto? Não, não sou. Acredito que se eu tentar encontrarei alguma coisa que me ajude.
Bom, vamos do início, o que eu fiz para chegar nesse problema? Ah, lembrei, vamos repetir as coisas e ver se acontece a mesma coisa. Sim, aconteceu a mesma coisa, ele dá uma mensagem. É, acho bom eu saber que mensagem é essa, talvez tentar compreendê-la ajude em algo. Vou repetir novamente a operação, eu digitei essa informação, depois essa e depois cliquei em salvar. Pronto, aconteceu novamente o problema, a mensagem foi exibida novamente. Vamos ler o que está na mensagem: "Digite o nome".

Ainda espera por algo?

Ainda espera por algo?
Desde o anúncio de minha saída, sinceramente não consigo imaginar o que esperam que aconteça. Talvez um milagre ou uma reviravolta totalmente inconsequente, sim, talvez seja realmente isso. Uma coisa é certa e já fora totalmente comprovada: não sou nenhum santo milagreiro.
O grande mal daquele povoado sempre foi deixar as coisas acontecerem para tomarem alguma atitude e vejo que continua a mesma coisa. Vejo um rosto novo, um tanto quanto misterioso, mas no fundo dos olhos vejo a mesma perdição de sempre. Engraçado, será que é tão difícil compreender que as coisas não funcionam com essa molecada? Sei que também preciso mudar, aliás, agora não mais, já que abandonarei meu posto, mas acredito que mais que nunca, a plebe deveria começar a pensar grande e começar a se mexer.
Espero, do fundo do coração, que as coisas mudem com a mudança de liderança, porque sempre foi fato que ali nunca existiu um líder que compartilhasse as informações sem medo de perder seu mísero cargo. O infortúnio de colocá-lo no cargo atual não foi pior que colocá-lo no que talvez seja seu próximo passo, mas isso não me importa mais. Mas é engraçado, talvez essa pessoa pense que as coisas se resolverão sozinhas como sempre, porque não vejo o mínimo interesse em absorver as totalmente novas informações que deverá deter a partir de agora.
Algo é certo, estou realmente cansado e não tenho mais a mínima vontade de criar um sucessor a... É, não tenho uma palavra que caiba para classificar até onde este garoto poderá chegar um dia, infelizmente, o meu temor é muito maior. A única coisa que posso deixar ali, para meus ex-companheiros, ex-sócios, que talvez um dia virem ex-amigos, é que o futuro seja promissor, que os passos continuem aparecendo dia após dia e que deus esteja com eles. Porque é fato, se ele existe, eles precisarão muito dele.

Palavras ecoam pela mente.

Apenas palavras...
Apenas alguns momentos, simples, inesperados, mas muito marcantes. Não fora um momento muito longo mas foi algo que ficou martelando em minha mente durante um bom tempo. Algumas palavras perambulam, alguns pensamentos, algumas ideias, algumas vontades, mas coisas que talvez devam ser esquecidas ou simplesmente apagadas da memória.
Sim, talvez essa seja a melhor forma de evitar diversos conflitos que minha mente atormentada e metódica tenta criar em meu cotidiano. Dia após dia tentei solucionar o que não deveria ser solucionado. Algumas coisas na vida simplesmente são assim, simplesmente acontecem e não precisam de lógica ou solução para serem compreendidas. Como disse Cuddy no primeiro episódio da sétima temporada: "Por que precisa analisar tudo?", foi algo mais ou menos parecido com isso. Isso acontece comigo porque minha mente sempre tenta encontrar uma lógica para as coisas, sempre busca por algo "sensato" para tentar compreender certas coisas.
E realmente, algumas coisas não tem lógica, não tem nada a ser analisado, novamente é simplesmente aquilo e ponto. Mas ainda assim, mesmo colocando isso em minha cabeça, às vezes me pego fazendo análises desnecessárias. Muitas vezes me pego procurando por uma resposta em meio a meus pensamentos perdidos e sei que não encontrarei nada por lá. Talvez seja novamente o "medo" tomando conta de mim. Quem sabe, poderia ser apenas meu subconsciente tentando me mostrar a resposta que está no meio daquela confusão de palavras, gestos, visões e percepções. Ou pela lógica mais simples, não há uma resposta certa para isso.
Escrito ao som de "Semana que vem" da Pitty.

Configurando timezone no Linux

Linux.
Nessa semana tivemos alguns contratempos para instalar um linux em um servidor, graças a sei lá o quê, depois de 4 tentativas de um amigo, ele conseguiu instalá-lo. Mas mesmo assim, ainda tivemos um pequeno problema, não foi possível configurar corretamente o timezone e tive que fazê-lo manualmente após a instalação. Deixo aqui o que é necessário fazer para modificá-lo, pelo menos da maneira que eu precisei.

# ln -sf /usr/share/zoneinfo/America/Sao_Paulo /etc/localtime-copied-from

# cp -rf /usr/share/zoneinfo/America/Sao_Paulo /etc/localtime

Bons momentos.

Amigos.
Passei ótimos momentos hoje, dei boas risadas, vi pessoas que não vi há muito e que gostaria de ver com mais frequência. Fiquei feliz por um bom tempo do dia, praticamente o dia inteiro mas basta eu voltar para casa que àquela sensação de um certo vazio retorna ao seu trono.
Mas foi um dia bacana, não posso reclamar, vi pessoas que são extremamente queridas por mim, mesmo que não demonstre tanto, mas são pessoas que sinto falta à todo momento e mesmo não procurando-as, acredito que elas saibam disso.
Esse meu jeito torrão e chatão, ainda tenho algumas pessoas que me suportam e até interagem comigo. Na realidade, é algo engraçado, em diversos momentos paro pra pensar no porquê das pessoas gostarem de mim. Mas como falei uma vez em vídeo, o que acho mais bacana, é que podemos ficar afastados muito tempo e mesmo assim, parece que nos encontramos no dia anterior, que nunca perdemos contato. Gosto dessas amizades, quero preservá-las para todo o sempre.
O que me preocupa é que somente nesses "curtos" espaços de tempo é que me sinto bem, motivado. Passado os encontros, caio no mesmo marasmo, na coisa meio sem graça que anda minha vida. Espero que isso mude antes de me mudar de vez.

Que nível é esse?

O que é real?
E de repente desperto, de um sono que mais parece a realidade. Diversos sonhos se passaram e às vezes não distinguo o que é sonho do que é real. Talvez minha mente esteja me pregando uma peça ou simplesmente meu subconsciente tenta alguma comunicação falha. Em diversos momentos cuspo palavras impensadas, talvez pensadas inconscientemente, em alguns momentos creio que meu subconsciente está no controle, que ele quem está comandando tudo, como se tudo não passasse de um simples sonho.
E por sonho não quero dizer que sinto como se estivesse pensando no futuro como algo belo, sonhando acordado ou coisa do gênero. Quando comento sobre sonho, quero dizer algo parecido com o filme "Inception", em certos momentos que acho que estou sonhando, parece que estou acordado vivendo aquilo e de repente percebo que não. Em diversos momento que penso estar acordado, começo a pensar em coisas sem nexo, sem sentido, que talvez nunca aconteçam, mas simplesmente passam pela minha cabeça como um filme e é algo tão rápido que não consigo pensar em outra coisa para que esse filme simplesmente pare.
Nesses últimos dias me sinto como se estivesse perdido no limbo, naquele nível de sonho de "Inception" onde não é qualquer um que volta, pois bem, acho que não estou conseguindo voltar. Acordo todas as manhãs me sentindo em um déjà vu, sinto como já tivesse vivido cada segundo do dia, como se não precisasse fazer mais nada além de dormir. Como no post em que comento do loop infinito, nada muda, tudo é extremamente igual e nada consigo fazer para mudar as coisas. É como se estivesse preso, acorrentado em minha própria vida ou sonho.
Talvez as mudanças que virão em um futuro muito próximo me tirem dessa sensação de torpor, dessa sensação de estar preso em um sonho dentro de outro. Espero que essa pequena parte que pretendo mudar mude muita coisa em minha consciência, que me faça acordar novamente para vida, que me faça soltar o grito que há tanto está preso nesta garganta. Há muito não me sinto vivo, há muito necessito fazer coisas extraordinárias, há muito essa reviravolta é adiada e adiada.
Chega de guerras, chega de consequências, chega de mais do mesmo. Quero acordar desse sonho, e do seguinte, do seguinte, até chegar a superfície, até voltar ao mundo real onde tudo permanecia tão difícil quanto nesses diversos níveis de sonho. O que para muitos seria esconder as coisas duras, na minha vida nada mudou, tudo continua ruim do mesmo jeito, tudo continua na mesma dificuldade, não importando o nível de sonho em que estiver. Está na hora de voltar a encarar a realidade, colocar novamente os pés no chão, antes que o precipício me puxe para uma viagem sem volta.

Minha pequena florzinha - 15 A decisão.

Minha pequena florzinha - 15 A decisão.
Era outubro, várias coisas haviam abalado o relacionamento mas até então nada fora comprometedor, algo que causasse a intenção de terminar ou algo do gênero. Tínhamos pequenas discussões que nem chegavam próximas as da maioria dos casais que conhecia ou dos namoros que tive. E o nosso problema sempre era olharmos cada um para um lado, seguirmos em direções completamente opostas.
Talvez o medo que ela tinha de possivelmente se afastar da igreja que a família frequentava, causava um certo temor e pior, porque além de se afastar de sua igreja, também não teria companhia para os cultos porque muito provavelmente não estaria presente em todos.
O conceito ultrapassado de que marido e mulher "sempre" devem fazer as coisas juntos, não me animava muito, até porque mesmo namorando, casado ou sei lá o que, cada um precisa manter um pouco da sua individualidade como diz um grande amigo meu. Isso foi uma das coisas mais sensatas que ele me disse diversas vezes. A ideia de acompanhá-la de vez em quando, realmente não me incomodava, não custaria nada eu me esforçar e ir vez ou outra acompanhá-la. Mas a questão é que isso a incomodava mais que qualquer coisa na vida, o pensamento, provavelmente, de não me ter na igreja junto à ela.

Loop infinito.

Infinito.
Resolvi caçar um tweet, sobre um estagiário que possivelmente escreveu um porquê separado onde não deveria e encontrei coisas interessantes. Ontem quando postei sobre o gosto do café, não havia lembrado que há um bom tempo estou dessa maneira, porque postei a mesma coisa em um tweet há 2 semanas atrás. Inclusive, nesse tweet, nem mesmo o cigarro me satisfazia.
Fiz comentários que me sentia em um nível avançado do sonho, como em "Inception", porque o tempo custou a passar naquela tarde. A semana mais longa e ao mesmo tempo mais curta de todos os meses desse ano. Foi realmente estranho porque era uma semana de apenas 3 dias e há muito não ficava ansioso para que a semana acabasse. Na realidade, desde que comecei a trabalhar com que amo, nunca me senti dessa maneira. Mesmo com as crises, com os "murros em ponta de faca", não me sentia tão infeliz a ponto de perder o tesão de tudo.
Em alguns momentos do dia, penso em voltar a terapia, mas infelizmente isso não será possível agora, quem sabe em um futuro próximo. Diversas vezes já comentei em vlogs também que me sinto assim, sem vontade de fazer nada, talvez seja realmente a falta de mudanças e a consciência clamando por evolução ou revolução. Apesar da decisão ter sido tomada e declarada com toda as palavras abertamente, ainda não me sinto satisfeito porque não fiz mudança alguma, o fato é que isso poderia ter contentado um pouco meu ser que há tanto busca novos horizontes.
Me sinto empacado no tempo, como se realmente estivesse num "loop infinito", onde começo a caminhar e quando percebo estou passando pelo mesmo lugar novamente. Ao mesmo tempo, quando penso nas mudanças, fico um tanto quanto receoso, com um certo medo, não da mudança em si, mas de não dar certo do jeito que imagino. Coisa de gente metódica, decide sofrer antes das coisas acontecerem. Isso é bom de um lado mas péssimo de outro, a ansiedade acaba te consumindo como um punhado de areia solta ao vento.
Nem mesmo um dos poucos prazeres que tinha é tão prazeroso, talvez as ideias que passam como um raio em minha mente não me permita aproveitar esses momentos em que paro para me alegrar. É engraçado, porque sempre prezei pela "infelicidade" e com isso nunca quis dizer que era 100% infeliz. Muitos me condenaram quando fiz esse comentário no vlog, muitos não compreenderam a minha tal infelicidade. Essa coisa de infelicidade, que quero realmente dizer, é o fato de não me envolver com ninguém, porque isso sempre me dispersa, me faz pensar demais em outras coisas. Esse é mais um aspecto de "House" em que me identifico muito, principalmente quando ele comenta de forma ruim sobre isso.
Estou tentando me concentrar nas possíveis mudanças que farei em minha mas mesmo assim não fico tão animado a ponto de sorrir. Não vivo mais cada dia como vivia antes, não que queira viver como se fosse o último dia, mas gostaria de ter mais ânimo para enfrentá-lo como sempre fiz. Nunca fiquei tão insatisfeito como estou nesses dias, talvez tenha a ver com a mudança, não por não ter acontecido, mas porque acontecerá. E novamente podemos citar o medo, novamente estamos no início e novamente nada muda.
Ao som de "The unnamed feeling" do Metallica.

PDDV FORMS01E10 - Yama responde.

Coisas relevantes.

Despertei, 7h e alguma coisa, atrasado, apertei o "soneca" diversas vezes essa manhã. Não, não foi culpa do frio, o que é razão para o atraso de diversas pessoas porque alguns dizem que é difícil levantar no frio. Para mim, normalmente é o contrário, no frio consigo dormir bem e levanto fácil, mas ultimamente não. Talvez seja o marasmo que inunda minha vida, vendo sempre mais do mesmo, vivendo cada dia como se fosse o mesmo.
Sim, claro, algumas coisas aconteceram, algumas coisas teoricamente mudaram, só teoricamente porque é como todos dizem: "Falar é fácil, fazer que é difícil". E isso anda me consumindo de certa maneira, fora outras coisas que me deixam um tanto quanto perdido em meio a diversas ideias e revoluções que gostaria de fazer.
Assim que cheguei ao escritório e peguei um café, senti algo diferente, na realidade, não diferente, mas estranho. Senti como se o café não tivesse gosto, senti um certo descontentamento e não porque o café estava ruim, porque isso nunca mudou nos 10 anos que estou ali. Talvez tenha sido isso que tenha me deixado desconfortado, o mesmo gosto, as mesmas caras, as mesmas coisas, o mesmo Yama, mais do mesmo. O mesmo me persegue há um certo tempo, claro que totalmente por minha culpa, se quisesse de fato mudar, teria feito algo para isso mas não fiz muitas coisas relevantes.
Decidi fumar um cigarro, quem sabe assim me animo um pouco para o dia que vinha pela frente. Tentei me iludir criando alguma atmosfera, talvez, na realidade, novamente mais do mesmo, simplesmente aquele mesmo ato de todos os dias, me sinto como se estivesse encenando uma peça de teatro. Aliás, em diversos momentos sinto como se estivesse em meio a uma cena e que logo a peça chegará ao seu fim, mas nada muda ou chega ao fim de fato.
Peguei outro café, talvez pelo hábito que criei, talvez por vontade, talvez por nada. Dou um gole, não sei o que sinto, nem tenho mais vontade de continuar a tomar. Tento relembrar o que estava fazendo na sexta para dar continuidade a algo que talvez seria excitante. Mal começo a desenvolver e já acabei a "nova" brincadeira. Queria que aquilo durasse mais, talvez ficasse mais animado caso os "quebra-cabeças" fossem mais relevantes, fossem mais desafiadores. Penso novamente que preciso mudar.
O incerto me deixa perdido, pensar nas mudanças de vida me deixam um tanto quanto preocupado e ao mesmo tempo com vontade de pisar cada vez mais fundo no acelerador para que aconteça logo. O "medo" do novo, que tanto conversei na terapia, me faz relembrar cada dia que frequentei aquela pequena sala, conversando com alguém que de desconhecida, passei a considerar praticamente uma amiga de anos. Me lembro, em diversos momentos, de cada palavra dita naquela sala, em meio ao silêncio que deveria consumir minha alma mas me fazia falar mais e mais. Me sentia uma matraca velha falando de diversas coisas que me incomodavam e me atormentavam.
Depois de relembrar cada momento na terapia, parei para pensar que deixei de escrever. Pensamentos a milhão, diversas ideias na cabeça e de repente me veio uma vontade maluca de escrever, mas infelizmente foi durante o dia. Passei a tarde tentando me lembrar sobre o que queria escrever, mas me esqueci completamente sobre o que havia pensando nessa manhã. Algumas ideias passavam como faíscas, mas foram pequenos flashes que não trouxeram toda a ideia de volta. Comecei a pensar se existe alguma razão para não ter mais ideias que me fazem ter vontade de escrever e nada me veio a mente.
Percebi que depois de dois anos escrevendo aqui, pela primeira vez não tenho vontade de escrever sobre algo realmente relevante, sobre algo que foi diferente em minha vida. Talvez porque seja fácil falar sobre ódio, sobre as coisas que não gosto. Sinto que algumas coisas mudaram em minha mente depois que falei sobre algumas coisas, sinto um certo vazio, sinto que deixei algo em algum lugar e não consigo mais encontrar.