Te encontrarei onde for.

Morte.

O triste fim, talvez não tão triste, tudo depende do ponto de vista. A grande questão é que se você está no desespero, já não sabe o que fazer ou não tem o que fazer, talvez essa seja uma saída. Faltam apenas alguns minutos, queria tanto te dizer várias palavras, mas acho que não terei tempo para isso, apenas saiba que te amo muito e que não faria nada diferente de tudo que aconteceu entre nós. O sangue se esvai e vou ficando cada vez mais entorpecido, sinto uma certa sonolência ou será que estou apenas apagando para sempre?

Segunda-feira, hoje fazemos nove anos juntos, contando desde o início do namoro, noivado e casamento, são nove anos da mais pura felicidade e cumplicidade; acredito que não exista um casal mais feliz que nós. Te olho enquanto faz o café, você sorri com tanta felicidade que é impossível quantificar. Vivemos em um apartamento pequeno, mas extremamente aconchegante, extremamente luxuoso para tudo aquilo que almejamos durante todos esses anos. Temos um carro não tão luxuoso, uma moto custom para viajar e curtir um vento no rosto, um cachorro e um gato que convivem excelentemente bem; o que mais é necessário para ser feliz?

Este é o fim.

História sem fim.

Tenho vontade de escrever todos os dias, mas passo boa parte do tempo apenas na vontade. Não tenho mais ideia sobre o que escrever, isso porque nunca consegui direcionar este blog para um tipo de assunto específico como já cansei de comentar por aqui. Será que é hora de fazê-lo? Às vezes acho que sim, outras que não e vou levando, praticamente, empurrando com a barriga como diz o ditado popular, aliás, isso é um ditado?

Acho que está na hora de escrever histórias mais longas, pelo menos que se prolonguem para mais de um post, assim teria como continuar a escrever na semana seguinte. O problema é que isso traria um pequeno problema: "E quando a inspiração não aparecer?" Isso é ruim porque se não rolar, ficaria um dia ou outro sem postar nada, mas por outro lado, seria legal escrever coisas que fossem possíveis de serem continuadas.

Ato III - O café.

Café.

Fomos assistir outro filme, dessa vez você pediu para eu escolher, te avisei que não sou bom nisso porque tenho um gosto muito peculiar. Mesmo assim você insistiu e acabei escolhendo um filme de ação que provavelmente você não gostará. Entramos na sala, dessa vez sem pipoca, refrigerante ou balas, mas só porque você não quis.

Você estava sorridente, muito feliz por ter ganhado uma promoção que tanto almejava, fez questão de comentar diversas vezes a história de como chegou lá. Fiquei feliz por você e demonstrei com um enorme sorriso, afinal de contas, sempre fico feliz por suas conquistas. Enquanto o filme não começava, você contou como foi seu dia, a noite anterior, o quanto sentiu minha falta, o que me deixou muito surpreso.

Ato II - No cinema.

Cinema.

20h13. Vamos a um cinema de um shopping qualquer, me ofereci para te pegar em sua casa, mas você achou melhor nos encontramos lá. Fiquei pensando nas mil possibilidades caso rolasse algo entre nós, como faríamos com dois carros? Coisas de homens, talvez, pensamento idiota, me arrumei e parti para o shopping.

21h07. Subi de escada para te encontrar próximo a livraria que combinamos que fica do lado da bilheteria, olhei para um lado, olhei para o outro e não encontrei você. Fiquei esperando durante 15 minutos e nada. Resolvi te ligar mas você não atendeu o celular, fiquei desconfiado que levaria um cano, mas não me desesperei, ainda. Resolvi entrar na livraria para passar o tempo, 30 minutos depois você me mandou uma mensagem explicando que tinha se perdido mas que chegaria logo. Sempre fico pensando no que significa "logo".

Letargia.

Laranja mecânica.

Tenho medo do mundo lá fora, da imensidão, de tudo que pode ocorrer sem o mínimo de controle. Já não sei mais se eu domino a mente ou se ela me domina. Não sei mais o que é certo e o que é errado; talvez tenha perdido mais conceitos do que posso imaginar. Ou talvez nunca tenha encontrado esses tais conceitos que deveria saber, o que mais pode dar errado?

Já não sou mais o mesmo, estou no meio de um tiroteio e sem o dom da visão. Talvez já tenha levado um tiro, esteja sangrando apenas esperando a morte ou simplesmente esteja em meio a uma tempestade que um dia acabará. Talvez essa tempestade esteja durando mais que o esperado, talvez ela nunca tenha fim a não ser que eu resolva dar um fim. Quem sabe?

Sem vídeo de novo?

Voltamos em breve.

Dessa vez não é falta de tempo, falta de criatividade, falta de assunto, falta de câmera... É falta de vontade mesmo, preparo o roteiro, as luzes, a cadeira, o notebook, a câmera e quando sento para começar a falar, perco completamente a vontade. Sabe quando você está morrendo de vontade de comer algo e quando demora a ficar pronto, você perde a vontade? Então, é mais ou menos isso que ando passando nas filmagens e quando estou assim, não gosto de filmar, porque sempre fica uma merda.

Ato I - No restaurante japonês.

Restaurante japonês.

Sentado num canto qualquer, perdido no meio de um restaurante, comendo solitário como outro ser humano qualquer, vejo você entrar e se sentar numa mesa muito próxima a minha. Não olho muito porque imaginei que logo em seguida algum macho sentaria com você. Continuei comendo meu temaki como se você não estivesse ali. Você se levantou e partiu em direção ao banheiro; dei uma pequena olhada para sua bunda como todo "bom" homem faz, gostei do que vi.

Comecei a comer o terceiro temaki e logo em seguida você estava retornando à sua mesa. Seu rosto cansado e suas roupas me diziam que você estava vindo de alguma academia. Você não foi muito simpática com o atendente, não esboçou nenhum sorriso e nem mesmo deu um boa noite. Fiquei olhando você fazer seu pedido, nem percebi que o garçon havia partido e você deve ter percebido que estava olhando, pois olhou pra mim e continuei olhando para seu rosto.

Diablo.

Anita Blake.

Depois de muito custo, venci Belial e continuei minha caminhada em busca de Diablo. Ah, por quantas coisas passei com minhas bestas e arcos, esvaziando aljavas atrás de aljavas. Pensei que isso não duraria mais que um mês e para minha surpresa levei quase um ano até encontrar com Diablo.

Vivi muitas aventuras interessantes no meio do caminho, ouvi diversas histórias e fui em busca dos demônios para evitar o renascimento de Diablo. Travei enormes batalhas, algumas épicas, sempre na companhia fiel de Sibila. O Ato III passou em um piscar de olhos e Azmodan foi um adversário muito fácil, cogitei a hipótese que dali para frente não seria tão difícil, estava completamente enganada.