Minha pequena florzinha - 02 Primeiro encontro

Minha pequena florzinha - 02 Primeiro encontro.Um pouco antes do primeiro sábado de março, um grande amigo e eu planejamos fazer um churrasco para o irmão dele, afinal de contas, no dia primeiro fora o aniversário dele e ele merecia alguma comemoração. Estávamos ensaiando e ao final do ensaio lembramos do churrasco na casa da mãe deles. Esses dois irmãos são praticamente meus irmãos, a família deles é praticamente minha família, convivo com eles há muitos anos, nossa amizade vai além de muitas coisas nesse mundo. Meu amigo que fez aniversário é casado com a amiga que considero uma irmã, conheci os dois muito tempo antes de conhecê-la, mas como todos da família a considerei irmã também. E por uma incrível coincidência da vida, ao relembrar meu amigo sobre o churrasco, ele comentou que levaria sua sobrinha que estava passando um tempo em sua casa.
Fiquei tentando imaginar quem seria a tal sobrinha, nisso ele comentou que se tratava da segunda filha da cunhada dele, lembrei de quem estávamos falando, da mocinha que mal conversava comigo no orkut. Fiquei curioso e ao mesmo tempo ansioso para conhecê-la, afinal de contas, conversávamos pouco pelo orkut, mas ela era sobrinha de uma pessoa muito querida, imaginei que fosse gostar dela assim que a visse.
Arrumamos as coisas, desmontamos a garagem como de praxe, colocamos as coisas no carro e fomos embora. Assim que chegamos na casa do meu amigo, que fica a algumas casas abaixo da minha, tiramos tudo do carro e fui para minha casa, queria tomar um banho, já que participaria do churrasco, achei que seria prudente chegar pelo menos sem aquele cheiro de suor, pois suávamos muito nos ensaios por ser uma garagem fechada e ainda com cobertas nas paredes para abafar um pouco o som.
Tomei um banho demorado, tranquilo, não estava com pressa ou preocupado em chegar logo a casa de meu amigo, afinal de contas, ele mora a um pulo de minha casa. Saí do banho, peguei uma roupa limpa, fui para meu quarto me trocar, penteei meu cabelo que não era muito longo mas já dava para fazer um rabo de cavalo. Desodorante, perfume, escovar os dentes e vamos embora, pode ser que minha segunda mãezinha querida precise de algum auxílio na cozinha. Saí de casa mas até havia esquecido da presença ilustre de uma convidada que não participava do nosso convívio comum, não lembrei até chegar a casa de meu amigo que conheceria uma nova alma.
Toquei a campainha, com um toque simples, bem rápido, já conhecido de minha segunda mãezinha, sempre que tocava a campainha, sem ao menos olhar pela janela, já sabiam que se tratava de minha pessoa chegando. Fui recebido pela minha irmã, ela abrira a porta pois estava mais próxima dela, assim que a porta se abriu notei a presença de sua sobrinha, pelo menos imaginei que seria pois era o único rosto desconhecido sentado a beira do sofá. Mas a reconheci por causa das fotos que vira, apesar da distância nas fotos, seu semblante fora facilmente reconhecido pela minha pequena lembrança. Cumprimentei-a com um beijo no rosto e dei um abraço, me senti como se a conhecesse há muito tempo, logo de cara percebi que ela era tímida, ficou sem jeito, talvez até mesmo sem graça, mas a tratei normalmente como trataria qualquer um de meus amigos ou amigas. Cumprimentei o resto do pessoal, fiz um rápido tour pela casa para cumprimentar à todos e logo voltei para me sentar a sala para conversar.
Mal me sentei e nem lembro como uma lata de cerveja veio parar em minha mão, mas não me fiz de rogado, abri a lata e comecei a beber aquele precioso líquido e conversar. Depois de algum tempo chegou um outro grande amigo meu, assim que ele entrou na sala, lembro de um fato engraçado que fora a forma como ele cumprimentou a sobrinha de nossa amiga, até brinquei, deixando os dois sem graça, acho que sou mestre em falar das coisas que a maioria não falaria. Não consigo me lembrar que conversa tivemos, na realidade, praticamente não conversamos naquela noite.
Fui para o quintal, em determinado momento o silêncio tomou conta da sala e aproveitei para abastecer meu tanque de nicotina, cerveja sem cigarro não é bacana para quem fuma. Fiquei ali fora conversando com meus irmãos, minha sobrinha havia tomado a sobrinha de minha amiga para ela e as duas foram para o quarto dela para mexerem no computador. Acho que isso também me ajudou a ir para o quintal, onde estava a churrasqueira e meus irmãos. Ficamos ali bebendo, conversando, dando risadas aos montes, sempre que havia algo festa na casa de minha segunda mãe, era repleta de muita alegria, gosto muito das festividades dali. Quando as carnes estavam praticamente prontas, as duas dondoquinhas desceram para comer, a sobrinha de minha amiga praticamente não falava, eu mal havia ouvido sua voz, no encontro da porta ela mal abriu a boca e o pouco que havia conversado foi com uma voz tão sutil que mal pude ouví-la. Deixei-a em paz para comer, acho que o máximo que fiz ao dirigir-lhe a palavra foi incentivá-la a comer, depois fiquei um bom tempo sem ao menos olhar para ela.
Quando notei que ela havia se alimentado e que aparentemente estava satisfeita, tentei puxar uma conversa, mas fora praticamente inútil, conversamos no máximo por uns 20 segundos e ela se retirou novamente com minha sobrinha, voltando para o andar de cima. Como sempre ficamos somente meus irmãos, minhas irmãs e eu para conversarmos, dávamos muitas risadas, como sempre fazíamos em todos os encontros. Lembro-me de não ter bebido muito naquela noite, não sei porque, mas mesmo assim não tenho muitas lembranças daquela noite, nem lembro como terminamos o churrasco. Mas lembro de ter me despedido da sobrinha de minha irmã, minha e meu irmão. Não lembro se meu outro irmão fora dormir antes e nem de minha outra irmã, só me lembro de ter me despedido de minha mãezinha e ter subido para casa.
Cheguei em casa, pensando em dormir, mas resolvi sentar no computador, só para variar, acho que fui descarregar as fotos da câmera ou coisa do gênero. Mas mesmo que não tivesse que mexer na câmera, acabaria mexendo no computador para ver meus e-mails ou outra coisa qualquer, o vício é o mesmo de sempre mesmo saindo de uma festa. Em determinado momento, pensei na sobrinha de minha amiga, havia gostado muito dela, mas claro que sem nenhum interesse sentimental, apenas achei ela bacana, apesar de termos trocado poucas palavras. Acho que daria para contar nos dedos a quantidade de palavras que trocamos naquela noite. Mas uma coisa marcou muito, seu sorriso, aquele sorriso gostoso, sincero, cheio de alegria, assim como eu, ela sorri com os olhos, acho isso muito bonito. Depois de algum tempo resolvi deitar, iria levantar mais ou menos cedo, como de costume, para lavar minha roupa, como faço todos os domingos. E precisava acordar cedo para a segunda rodada do churrasco que seria o almoço do domingo.
Próximo episódio - 03 O dia seguinte.
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2 comentários:

  1. Mal me sentei e nem lembro como uma lata de cerveja veio parar em minha mão... hahahahahaha

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  2. É, eu tenho uma doença de lembrar de coisas que muitas vezes preciso esquecer! rs rs rs

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