Minha pequena florzinha - 10 As alianças

Minha pequena florzinha - 10 As alianças.Quase no final de maio as alianças ficaram prontas, não via a hora de pegá-las, no meio da semana fui buscá-las e elas ficaram perfeitas. Realmente fizemos uma excelente escolha, a loja faz um trabalho maravilhoso e entregaram no prazo que fora prometido.
Comentei com a florzinha no fim do dia quando nos falamos por telefone e ela ficou ansiosa para vê-las. Um pouco mais de um mês antes de colocarmos as alianças, coisa totalmente incomum para minha pessoa, eu sempre gostei de compromisso sério, mas como eu não sabia se ela queria usar novamente aliança, adiei a pergunta para o tempo que imaginei ser o melhor, por isso demoramos tanto para colocarmos essas alianças lindas.
Em uma conversa rápida durante a semana, ela comentou que a mãe dela e ela iriam comprar as alianças de namoro da irmã mais velha dela, seria um presente e era segredo. Fiquei muito feliz quando ela me contou, os dois mereciam muito. Desde o início do namoro deles, mesmo sem conhecê-los, eu já apoiava pelos sentimentos que eles sentiam um pelo outro. Conheci a história desde o início, e quando cheguei a Sabaúna pela primeira, lembro que os dois me tratavam como se me conhecessem há anos, eles sempre foram meu casal mais querido, sempre tratei o meu co-cunhado como um irmão. Por essa razão fiquei tão feliz por saber que os dois ganhariam uma aliança.
Na sexta preparei minha mala correndo, peguei a câmera digital, as alianças e parti para meu destino mais que esperado por toda a semana. Não via a hora de chegar lá, mais que qualquer das outras vezes, queria muito que ela ficasse feliz com as alianças. Assim que cheguei, estava realmente cansado, dessa vez acho que a semana havia judiado mais de meu corpo, cheguei muito cansado naquela noite. Assim que entrei, sentei-me no sofá, meu amor veio e tirou minhas botas para massagear meus pés, foi muito bom receber todo aquele carinho. Assim que tive um tempo, peguei nossas alianças e entreguei em suas mãos para que as visse. Ela ficou maravilhada com elas, seu sorriso era contagiante, realmente fizemos a melhor escolha.
Como em um ritual, coloquei a aliança em seu dedo e dei um beijo, ela fez o mesmo e depois nos beijamos apaixonadamente, acho que pela primeira vez em toda minha vida, coloquei uma aliança porque realmente queria e não pelo simples praxe de assumir um compromisso de namoro. Ela mostrou a aliança para sua mãe e suas irmãs, aparentemente todos gostaram da escolha que fizemos, foi bacana porque escolhemos tudo juntos, desde a largura, a frase e até mesmo que nome colocaríamos na aliança dela, porque sou conhecido por Yama mas me chamo Marcelo. Aquela sexta-feira foi uma das melhores que tivemos em todo nosso namoro, até hoje não me esqueço, apesar de muitos acharem que é algo totalmente natural, para mim foi um evento especial e para ela também.
Muitas coisas nos aguardavam para o sábado, eu ia até a bicicletaria do pai dela ver algo no computador e ela não me acompanharia. Acordei cedo, sem poder vê-la antes de sair, fui em direção a bicicletaria ver uma planilha e tentar arrumar as coisas para que ficassem de um modo mais tranquilo para trabalharem. Passei toda a manhã por lá, mexe daqui, remexe dali e fomos dando um jeitinho na planilha. Comentei sobre criarmos um sistema para facilitarmos as coisas, seria a forma mais produtiva de trabalharem com o estoque e tudo o mais. Mas inicialmente deixei a planilha em ordem para que pudessem trabalhar antes do sistema ficar pronto. Assim que terminei voltei correndo para os braços da minha pequena florzinha, já estava agoniado de não tê-la visto de manhã cedo e precisava vê-la, afinal de contas, não tínhamos todo o tempo do mundo nos finais de semana.
Assim que terminei , voltei correndo para Sabaúna para vê-la, ela ainda fez bico quando cheguei porque disse que demorei demais para voltar, abri um enorme sorriso e dei um beijo naquela boca maravilhosa. Expliquei porque demorei tanto e ela entendeu com aquele jeitinho de quem não queria entender. Almoçamos e passamos a tarde assistindo filmes. Ficamos o resto do dia ali, esperando o restante da família chegar para podermos jantar todos juntos. Era bacana esse lance família, sempre que podíamos, almoçávamos e jantávamos juntos, e eu gostava muito disso. Depois da janta assistimos um filme todos juntos, mais tarde nos deitamos um pouco juntos em minha cama, conversamos, namoramos e ela foi dormir em sua cama logo em seguida, afinal de contas, ainda tínhamos o domingo para curtir.
Ela comentou que haveria uma festa realizada pelas igrejas evangélicas e que era algo legal porque não teria culto ou algo do gênero. Na realidade, seria mais um encontro com apresentações e tal, então provavelmente não seria algo que me incomodasse tanto. Antes disso os pastores da igreja dela vieram até sua casa e fizeram algo que poderia chamar de um mini culto, fiquei do lado de fora, já que não sou religioso e não acredito em deus, achei que seria melhor eu esperá-la ao invés de participar. Logo que terminaram, seguimos em direção a praça da cidade, onde aconteceria o evento. Chegamos, ela cumprimentou várias pessoas, me apresentou para algumas e ficamos ali abraçadinhos assistindo as bandas, danças e tudo o mais que acontecia. Em um determinado momento, houve um pequeno culto, mas nada tão desagradável a ponto de fazer com que quisesse me retirar.
Pretendia ir embora no domingo, no fim da tarde, mas na volta para a casa da florzinha, ela e sua mãe insistiram tanto para eu ficar, que acabei ficando mais uma noite. Seria a primeira vez que iria embora de manhã cedo e isso me deixou um pouco preocupado, tanto com acordar cedo como conseguir chegar numa boa. Jantamos e fomos ver um filme, final de domingo, já começava até a sentir saudade dela mesmo sem ter dormido. Ainda ficamos deitados um pouco na cama conversando, ficamos um bom tempo conversando dessa vez, trocamos alguns beijos e ela foi dormir. Às 5h me levantei para me preparar para a balada que seria viajar na madrugada, como já havia viajado de noite, na madruga não seria muito diferente e não era tão madrugada assim. Levei meia hora para me aprontar e parti em direção a minha casa. Estava frio, escuro mas nada demais, fui seguindo tranquilamente pela estradinha até chegar a Ayrton Senna, assim que cheguei lá fiquei tranquilo e fui embora numa boa. Consegui chegar no horário no trabalho, nem um minuto de atraso, isso foi bom, pois se tornaria uma hábito, assim teria mais tempo para ficar com a florzinha.
A semana passou lentamente, não sei porque raios, parecia que cada dia levava uma eternidade para terminar. Conversamos muito por telefone e por MSN como sempre, mas matar a saudade e a vontade de beijá-la era impossível. Toda a semana sentia muito a falta dela e chegava até mesmo a doer de tanta saudade, era algo totalmente incontrolável, algo inacreditável, mas era o sentimento mais sincero que já havia sentido em toda a vida. Cada vez que podíamos conversar, aproveitávamos para conversar, eram momentos muitos agradáveis, longos e extremamente prazerosos, era muito bom conversar com ela. Esse final de semana seria diferente, pois era o aniversário da vó dela, de um amigo da família e o meu, praticamente em sequência, então aproveitaríamos para comemorar os 3 juntos. Ela estava em sua tia, cuidando de sua priminha, peguei-a no sábado de manhã e fomos para sua casa de ônibus.
O sábado foi tranquilo, não fizemos muitas coisas, mas ficamos muito tempo juntos, fizemos alguns serviços de casa e passamos uma boa parte da tarde vendo filmes. De noite, ela ficou deitada comigo esperando a grande hora chegar para ser a primeira a desejar feliz aniversário. Trocamos um longo e apaixonado beijo de feliz aniversário, ficamos namorando mais um tempo e depois fomos dormir. No domingo de manhã, antes de todos acordarem, ela veio me acordar com uma surpresa, me trouxe café da manhã na cama, com direito a beijinho de feliz aniversário, torradas e várias coisas gostosas. Eu, como não sei como receber tamanha gentileza e delicadeza, acabei fazendo um comentário que deixou-a meio triste, comentei que era meio osso comer logo de manhã cedo. Fui infeliz, eu sei, totalmente indelicado, mas foi totalmente sem querer, não foi minha intenção magoá-la. Como não tenho costume de comer logo cedo, foi complicado receber café da manhã na cama antes de acordar, então imaginem como seria conseguir comer sendo acordado. Mas no final nos entendemos, aliás, nem brigamos, brigas eram coisas muito raras entre nós e quando ocorriam, normalmente não eram por ciúmes ou qualquer bobagem como em qualquer namoro.
No almoço fizeram um churrasco maravilhoso, veio toda a família da florzinha, foi um almoço muito bacana, fiquei realmente muito feliz com tudo que aconteceu nesse final de semana. Ainda no domingo iríamos voltar para São Paulo, pois ela passaria mais uma semana na casa de sua tia. Isso foi maravilhoso, porque vê-la todos os dias da semana era totalmente diferente, era algo novo, era muito bom não ter que esperar o final de semana chegar para poder vê-la. Apesar dela já ter passado outra semana na casa de sua tia, agora era diferente, os sentimentos eram mais fortes, mais profundos, nossa união era mais firme ainda, e nossa paixão, sem comentários...
Todos os dias da semana eu trabalhava conversando praticamente o dia inteiro com ela, acabei atrasando uma coisa aqui e outra ali, mas não era sempre que ela estava em São Paulo, então não podia perder as oportunidades de conversarmos. E o mais engraçado, é que mesmo com tanta conversa, sempre tínhamos assunto para horas, dias, semanas, meses, anos... Nunca havia um momento em que ficávamos sem assunto, pelo menos pelo MSN. Durante uma de nossas conversas, ela comentou que sua mãe e sua irmã ficaram meio tristes, na realidade, estava mais para decepcionadas com minhas atitudes e emoções durante a festa surpresa de aniversário que fizeram para mim. Claro, sou oriental, não sou o tipo de pessoa que demonstra tanto seus sentimentos, mas naquele momento, eu fiquei muito feliz com a surpresa, quem não ficaria? Afinal de contas, não é sempre que alguém resolve fazer uma festa surpresa e mesmo não gostando muito de festas de aniversário, fiquei muito feliz pela consideração de todos em realizar esse ato de carinho enorme. Fiquei muito feliz, só não soube demonstrar porque estávamos com dois problemas, primeiro, começamos muito tarde para o horário que eu queria sair para não chegarmos muito tarde aqui e outra coisa muito importante, não sei como me comportar com esse tipo de surpresa. Não que não tivesse consideração por eles, é que realmente não sei me comportar, não sei que reação ter e quando mistura com mudanças em meu itinerário, isso me deixa um tanto quanto estressado, então foi somente por essa razão que pareceu que não tinha ligado para a festa, muito pelo contrário, eu fiquei muito feliz, só não queria chegar muito tarde aqui porque não gostaria de correr riscos desnecessários, principalmente porque estaria com a florzinha e ainda a levaria para a casa da tia dela.
Desculpas dadas e desculpas aceitas, tudo normal, lindo e maravilhoso novamente. Na quinta foi feriado, então fomos até um pequeno rodízio de carnes perto da casa de sua tia. Nunca havia visto alguém gostar tanto de batata frita igual a florzinha, não comeu praticamente nada, mas só a alegria de estarmos ali, reunidos em um almoço bacana já valeu tudo e qualquer centavo gasto naquela tarde. No final de semana, tivemos um pequeno desentendimento, mas nada grave, algo totalmente corriqueiro, sem motivos do meu ponto de vista. No domingo, nos deitamos em sua cama, ficamos conversando ela, sua irmã e eu, mal deu tempo de dar uma boa noite à ela, quando notei, ela já havia dormido, na realidade, até eu mesmo havia cochilado e fui para minha cama dormir. Saí cedo e vi que haviam mexido no lixo, fiquei preocupado, dei uma olhada ao redor da casa para me certificar que não havia nada de errado e parti em direção a meu destino. Partir com a sensação de que você está deixando algo para trás é muito ruim, passar um final de semana quase sem ela foi uma coisa muito dolorosa, fiquei tão sentido que assim que cheguei em casa, liguei para ela porque estava sentindo uma enorme dor no peito, um vazio indescritível, chorei ao falar com ela, não porque a perdi ou algo assim, não porque estava machucado ou dolorido, mas por saudade, uma saudade insana que me consumiu da hora que acordei para voltar para casa até a hora de dormir.
Próximo episódio - 11 Aniversário da tia.
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