Saudades com os pés no chão.

2 comentários:

Juliana. em 15 de dezembro de 2011 19:53

Não imagino como é a dor de perder alguém tão próximo. Mas depois de ler esse texto me fez lembrar de ter visto meu pai entre a vida e a morte durante a doença que teve e de como consegui tomar a decisão e tomar a atitude que salvaria meu pai sozinha e com a idade que tinha, com toda certeza não é a mesma dor. Mas lembrar de tudo que aconteceu, de como eu junto com a minha irmã tivemos que sozinhas lidar com toda aquela mudança, das consequências tanto físicas, tanto emocionais que ainda existe nele, me causa uma nostalgia que traz um conforto, mas ao mesmo tempo traz coisas e situações que eu ainda pretendo esquecer.
Eu até pensei em escrever qualquer coisa sobre aquele tempo, mas ainda é tão recente em minha mente que não tenho força nem sequer para lembrar sem lembrar do sofrimento de todos. Mas ler você escrever assim do seu pai, me faz pensar o quão ligado vocês eram e mesmo com poucas palavras demonstrou o tamanho da sua admiração por ele.

Beijos.

Yama em 16 de dezembro de 2011 00:43

Realmente não é algo fácil perder alguém tão próximo e tão presente. E é mais foda ainda, desculpe pelas palavras de baixo calão, você perceber que poderia ter valorizado muito mais sua companhia.
Não conversava muito com ele, quando atingi certa idade, que seria legal termos diversas conversas sobre sua vida, vivia fora de casa por causa de amigos ou namorada.
Me arrependo muito, mas muito mesmo, de não ter conversado mais com ele, de ter sido um filho mais companheiro. Mas as poucas conversas que carrego em meu coração, modelaram muito da minha personalidade.
Todo compromisso que tenho hoje, a responsabilidade exacerbada em certos quesitos, a honestidade, foram coisas totalmente herdadas dele. Tudo que pude ver em relação ao caráter dele, guardei a sete chaves. A perseverança e o esforço, só foram alcançadas graças a ele.
É engraçado, até minha cunhadas notam a diferença na criação entre meus dois irmãos e eu. Notam o quanto a ausência de meu pai influenciou em todos nós. Quem sabe um dia, escreva algo sobre isso. rs rs rs
Obrigado pelo comentário, você quase arrancou uma lágrima de minha pessoa que não chora há muito tempo.

Beijão

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