A nova vida

A nova vida!Desisti da nova vida pois ela não parece ser algo muito legal, o simples desejo de querer ser apenas mais um não é um conceito que consigo aceitar.
Eu cheguei onde estou, não porque alguém passou a mão em minha cabeça e eu absorvi todo conhecimento que tenho hoje, não que eu saiba muito também, mas acredito que para exercer minha função, tenho uma boa carga de trabalho e estudei bastante para chegar a esse nível.
E não é porque sei a maioria das coisas que preciso para trabalhar que parei de aprender ou estudar. A cada dia, hora, minuto ou segundo estou aprendendo algo novo. Faço questão de aprender até mesmo coisas que não fazem parte do meu cotidiano profissional pelo simples fato de deter esse novo conhecimento.
Em diversas conversas já notei que muitos sabem da deficiência de diversos colaboradores, mas tenho a sensação de que preferem fechar os olhos e "deixar nas mãos de deus" a tentar fazer algo para as coisas mudarem. Eu sou um cara diferente, mesmo antes de entrar para a sociedade secreta, já brigava com muitos que não faziam seu trabalho direito, porque não me conformo com pessoas que estão ganhando salários e não fazem a mínima questão de fazer seu trabalho de forma eficiente. Ficava indignado com pessoas que não faziam a mínima questão de aprender ou de correr atrás para melhorar. Engraçado, eu era um simples peão, só mais uma peça no tabuleiro, apenas mais um no meio da multidão, mas eu me importava com o que acontecia porque aquilo poderia prejudicar a empresa. Muitos poderiam pensar: "Porra, o cara nem é dono e fica se preocupando por que?", acredito que muitos pensaram assim, mas nunca parei para analisar desse ângulo as batalhas que eu travava contra quem não era digno de ocupar até mesmo um cargo de faxineiro dentro da empresa, claro que não estou desmerecendo nenhum faxineiro, mas acredito que quem paga ou pagou uma faculdade, não tem a mínima vontade de trabalhar como tal.
Uma vez, em uma conversa pouco depois das 2 da manhã, falei uma frase simples, que muitos utilizam: "Eu visto a camisa da empresa", a pessoa para quem disse a frase, não se lembra, mas naquela madrugada ele tirou um sarro, ele ironizou, como se aquilo fosse a coisa mais idiota que já havia dito em 22 anos de vida. Tentei explicar mas preferi o silêncio. Anos mais tarde ouço essa mesma frase vindo da boca de quem praticamente riu quando eu disse, mas esse é um grande diferencial que eu procuro nas pessoas. Vestir a camisa não significa simplesmente chegar no seu horário e sair depois do horário de saída. Não significa simplesmente achar o ambiente legal, as pessoas bacanas, gostar dos donos da empresa, é muito mais que isso, é mostrar dedicação, esforço, entre outras coisas.
A vida toda que passei nessa empresa não visei lucros, aumentos de salário, nem mesmo reconhecimento pelas coisas que já fiz como desenvolvedor. Nunca fiz nada almejando algo em troca, simplesmente queria ver algo concluído ou sabia que algo deveria ser concluído e que se não me esforçasse mais do que meu período de trabalho permite, não teria como terminar. Para não dizer que nunca pedi nada, sempre pedi para pagarem a janta pelo menos, eu não consigo trabalhar com fome. A única vez que pedi um aumento de salário, o fiz mais porque queria ajudar meus dois companheiros da época, porque eu não consigo chegar em alguém para dizer que preciso um aumento de salário, sou do tipo que espera, se o aumento vier, excelente, caso contrário, continuamos batalhando para que ele venha.
Quando resolvi estudar informática, fazer o técnico para formados, fiquei com medo de fazer como muitas outras coisas que comecei e não terminei. No início, principalmente, acreditei que não conseguiria trabalhar nessa área, que não iria gostar disso, apesar do meu amor por computadores, como já devo ter contado em outro post, quase desisti no primeiro mês, tanto no curso técnico como no trabalho que estou até hoje. Fiz um enorme esforço para aprender tudo que sei hoje, me esforcei mesmo, e não parei de aprender até agora, claro que poderia dedicar mais tempo para isso, mas todos devem ter uma vida pessoal também.
Infelizmente, acho que pelo fato de eu ter me esforçado e visto muitos se esforçarem, não me conformo com os "encostos" que encontrei e continuo encontrado nessa vida, por isso as minhas indignações, meus acessos de raiva e ira. Mas é como um amigo me fala, o cara é limitado, esquece, ele pode melhorar um pouco, mas ele tem um limite para aprender, você tem que pegar na mãozinha e mostrar o caminho das pedras. Sempre discutimos sobre isso, sempre digo que não pode ser assim, mas hoje em dia estou quase entrando para o time dos conformados, tenho que me conformar de que são assim e sempre serão assim. Tenho que desencanar antes que tenha um problema no cérebro ou no coração. Faz parte, infelizmente a vida é assim.

2 comentários:

  1. yama sei q num eh da minha alçada mas como estudei um pouco disso, num seria mais facil estabelecer uma politica de contratação, de acordo com um perfil esperado do q ter q aturar o q nem a mãe deles provavelmente atura, pq sinceramente, eh mais facil dar vagas para pessoas treinadas pela AACD sei la, sindrome de down .. pelo menos dá isenção fiscal ...

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