Uma história do pequeno pequerrucho

Cuidem de seus filhos.Não compreendo o tratamento que algumas mães dão aos seus filhos. Vejo muitas tratando maravilhosamente bem e outras que fazem o básico. Claro que o básico é um tanto quanto amplo em muitos casos, pensemos da seguinte maneira: qual o mínimo que seu filho espera de você?
Acredito que a maioria dos filhos, os que não são provenientes de putas, não esperam reconhecimento, não esperam dedicação, mas pelo menos esperam ouvir coisas boas. Acredito que a grande maioria não espera ouvir uma reclamar reclamar que seu comportamento não condiz com o que a maioria das pessoas são. Ou que você utiliza sua casa como pensão.
Se realmente fosse dessa maneira, acredito que seu pimpolho já teria lhe abandonado. Claro, muitos pensarão que ele não foi por falta de condições, mas acredito que quando não gostamos de um lugar, mesmo sem condições, nós vamos embora, saímos sem pestanejar ou pensar no futuro. Pensamos da maneira mais primitiva, me viro sozinho da maneira que for possível. Não tiro a razão das pessoas que agem dessa maneira, afinal de contas, tudo na vida é um aprendizado e isso ajuda a crescer muito como pessoa.
Se realmente o meu pupilo não ligasse para certas coisas, como sua querida mãe diz, não creio que ele faria tudo que faz. Não estou aqui para criticar o modo como seu filho é visto ou tratado dentro de casa, apenas não me conformo com certas coisas que ouço que fazem seu filho desgostar um pouco mais da vida. Não que ele vá cometer algum ato suicida, mas a indignação e ao mesmo tempo a tristeza que o consome, é praticamente um suicídio, na realidade um homicídio.
Ele pode parecer rude, grosseiro, casca grossa, assim como eu, mas o coração dele é mole igual a gelatina royal. Custo a acreditar que ele trate a própria casa como pensão. Poderia dizer que ele tem alguns relapsos que o fazem parecer não se importar com ninguém, mas só eu sei o que ele passou no episódio em que ligaram para ele informando que sua mãe estava no hospital, que havia se machucado. Eu sei tudo que ele passou naquelas horas agonizantes em que não conseguia fazer contato e não conseguia notícias que comprovassem de fato que sua mãe estava bem.
Preocupado com o que estava acontecendo, o fiz correr para o trabalho de seu irmão para tentarem juntos, entrar em contato com ela. A preocupação só aumentava a cada minuto que se passava. Só o vi ficar um pouco mais tranquilo quando recebeu uma ligação com informações de que nada havia acontecido com sua mãe. Infelizmente, naquela época, eu não tinha a câmera ainda, não pude registrar os momentos em que o vi preocupado, como se o mundo fosse acabar por causa de uma simples mentira. E ainda consigo ouvir, algumas semanas depois desse episódio, que ele não se preocupa com ninguém?

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