Saudades do passado

O passado.
Saudades de um tempo que provavelmente nunca voltará. Saudades de um abraço que custa muito a vir. Saudades de conversas que me faziam muito feliz. Saudades de uma companhia que não mora mais próxima de mim.
Se houvesse a opção de matar um sentimento na vida, seria a saudade, porque sinceramente não existe dor maior que essa, pelo menos pra mim. A dor da perda de alguém, se cura com o tempo, acabamos por nos conformar, nem tanto, mas chegamos em um equilíbrio praticamente perfeito. Mas a saudade que essa pessoa deixa, nunca morrerá.
Não sei realmente o que é pior, sentir falta de alguém que já partiu ou de alguém que ainda está na face da terra. Muitos pensariam, claro que é de alguém que já partiu, porque nunca poderá vê-lo novamente. Mas existem casos onde não podemos ver nem os vivos, seja pela distância ou por outros contratempos. Normalmente, barreiras que podem ser vencidas, mas nem sempre, pode existir empecilhos maiores. Não que seja uma força divina, mas acredito que seja um fator bem complexo.
É cruel "perder" alguém com quem você passava metade do seu tempo. Aquela pessoa com quem compartilhava toda sua vida, todas suas decisões. Te incentivava em cada novo passo tomado, em cada ideia, quando todos vão contra você. Sinto falta das conversas, dos momentos de silêncio, das caminhadas, dos passeios em lugares que eu odiava, mas que essa pessoa tornava o melhor lugar do mundo. Mesmo brincadeiras que nunca gostei, com ela, tudo era diferente, se tornavam realmente momentos de diversão verdadeira.
Sinto falta do tempo em que minhas preocupações eram apenas agradá-la, o máximo que pudesse, tentar não fazê-la ficar brava comigo. Claro que nem tudo era mil maravilhas, existiam coisas que poderiam não existir, mas é assim em qualquer relacionamento em nossas vidas. Se tudo fosse perfeito, se tudo fosse exatamente do jeito que eu queria, provavelmente a outra pessoa não estaria tão feliz. O que me faz mais falta são as conversas, podíamos passar horas falando, na realidade, ela falava muito mais que eu, mas nem sempre eu ficava apenas calado. Mas mesmo nos momentos em que ficava apenas de ouvinte, era muito bom ouví-la compartilhando suas coisas comigo. Quando ela contava as histórias de sua vida, sempre eram histórias super bacanas, me prendiam de uma forma inexplicável, gostava muito de ouvir sobre o passado dela e de sua família. Fora os tantos planos que ela fazia, tantas mudanças, tantas ideias, gostava de ficar escutando, calado, ouvindo cada detalhe das coisas que ela inventava, a cada semana uma novidade, uma nova vontade. Sinto falta até das conversas ao telefone, mesmo nos vendo praticamente o dia inteiro, conversávamos, às vezes, ao telefone por um bom tempo. Era ruim quando ela viajava, tínhamos que falar muito pouco no telefone porque ela estava muito longe e como eu não ganhava o suficiente para pagar a conta de telefone, nunca enrolávamos muito. Bons tempos, época em que vocês me conseguiriam me ver sorrir muito facilmente...

Ao som de "Hide", "One last breath", "My sacrifice", "Don't stop dancing", "Lullaby", "Higher", "One", "Is this the end" e "Unforgiven" do Creed.

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