Mantendo o foco.

Ser amargurado?Desde 2007 decidi evitar paixonites ou qualquer coisa do gênero, porque sei o quanto é sofrível qualquer tipo de relacionamento. Pelo menos comigo sempre é assim, nada é considerado o melhor dos relacionamentos quando estamos falando de minha pessoa envolvida com outra. Isso porque tenho diversos problemas muito sérios com relacionamentos, não sou uma pessoa muito compreensível em determinados aspectos da vida, não suporto diversas coisas e isso acaba causando um certo desentendimento das partes.
Claro, como minha psicóloga ensinou, um relacionamento é um contrato, como o "contrato social" demonstrado em algum episódio perdido de House, que é aquele famoso tratamento que temos com nossos amigos e entes queridos. É aquele momento em que deixamos de dizer certas verdades que os machucariam, evitando certos conflitos desnecessários. Mas voltando ao lance do contrato em um relacionamento amoroso, quer dizer que a medida que vai conhecendo a pessoa com quem está você aprende e ensina o que cada um gosta ou não, seus limites e por aí vai.
Eu me privei durante 3 anos para evitar conflitos em minha vida que já não estava mil maravilhas em diversos aspectos, evitei vários contatos com medo de me envolver demais, evitei convites, evitei de tudo que pudesse trazer de volta algum contato humano à minha vida. Porque é o clássico, se não tem novos contatos na vida, não existe a mínima possibilidade de se apaixonar e se ferir novamente. Porque sentimentos é igual cachorro que leva pedrada, claro que demoramos um pouco mais para aprendermos, mas aprendi que dói e é muito melhor manter distância dessas coisas. Nunca fui a melhor pessoa do mundo, por mais que minhas amizades digam o contrário, por mais que minhas amigas digam que provavelmente sou o melhor namorado do mundo, só namorando a minha pessoa para compreender a minha distância. Além de me machucar, posso machucar também a pessoa, se não houver ninguém, todos ficamos sem feridas.
Outra coisa que prezo muito, a minha infelicidade sempre me fez focar no trabalho, sempre me deixou uma pessoa equilibrada. Sem ter com quem me preocupar e ter que fazer diversas coisas por essa pessoa, tenho mais tempo para focar no que realmente é importante. Sim, quando me apaixono, me disperso demais das coisas que preciso ou que almejo. Esqueço da vida para praticamente viver a vida da outra pessoa, outra coisa que aprendi que não devo fazer nunca mais, como disse em outro post, devemos fazer parte da vida da pessoa e ela da nossa, mas nunca devemos viver em função de alguém.
Durante esses 3 anos consegui manter todas as brechas trancadas a 7 chaves, me mantive no controle de minhas emoções, mantive todos os fantasmas afastados para que não pudessem voltar. Numa bela noite, deixei uma pequenina brecha, sabia dos riscos, sabia o que poderia acontecer, não quis acreditar e deixei que as coisas caminhassem sem preocupações. Burrice? Não sei responder neste exato momento mas estou me martirizando muito por pensar em diversas atrocidades aqui. Mas é claro que a parte em si não tem culpa, eu me iludi com algo que sabia que NUNCA poderia ter, me iludi com sentimentos que não deveriam existir. Talvez fosse um grito de desespero de meu subconsciente dizendo que precisava voltar a ser mais humano, que precisava voltar a ter alguém com quem pudesse contar. Seja nos bons momentos ou ruins, minha mente talvez tentasse demonstrar que precisava voltar a compartilhar a vida com alguém e me pregou uma peça muito geniosa. Menti a todo momento para todos, porque realmente não havia o que ser compartilhado com ninguém, tentei em diversos momentos deixar para lá esse tal sentimento que me dominava. Não consegui e mais uma vez me sinto como em outubro de 2007, dilacerado, perdido, com raiva, na realidade, não sei bem o que sinto. Não consigo organizar as ideias para dizer claramente o que sinto neste momento, mas alegria com certeza não é.

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