Quase no fim da batalha

Medo do futuro?
E tudo começou com um tweet: "Começarei a acreditar em papai do céu só para orar pelo povo que ficará por aqui. #work", lançado às 15:27h, no dia 01 de setembro de 2011.
Pequenas preocupações com o destino daquilo que um dia foi minha casa. Foi não, porque ainda é, mas provavelmente deixará de ser. É triste, sim, em partes, por um lado as coisas ruins ficarão aqui, mas por outro... Diferente do que muitos pensam, tenho realmente coisas boas aqui, a comodidade por ser próximo, poder trabalhar de bermuda, poder brigar com quem não trabalha, entre outras coisas.
É ruim imaginar que estarei em outro lugar, onde não mandarei em nada. Não pelo simples fato de não mandar, mas pelo fato de me importar demais com as coisas. Brigo, brigo pela empresa, sempre briguei, porque fico puto com quem não está nem um pouco preocupado com o crescimento e sustento da mesma. Odeio gente folgada que só se preocupa com o seu salário na conta, no fim do mês. Por isso sentirei falta de "mandar".
O mais triste é ver a falta de esforço daquele que será o sucessor de tudo que construímos. Meus companheiros, meus sócios e outros, todo esforço investido será deixado em mãos que mal sabem o que é realmente trabalhar e se esforçar. Triste, fico realmente triste com tudo isso que ando vendo. Fico preocupado com o futuro de tudo isso pelo qual lutei durante quase onze anos.
Por essa razão gostaria de "poder" orar pelos que permanecerão aqui, em mãos com as quais não podemos contar, seja por motivo de doença ou simples falta de consciência. A única coisa que posso desejar é que as coisas continuem caminhando e que nada pare por conta disso. Péssima escolha, provavelmente, mas não seria possível colocar qualquer um dos outros, que mal sabem andar.

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