Duro demais?

No que acreditar.
É, o título um tanto quanto sugestivo mas não no quesito que alguns possam pensar. Não, não estou escreverei sobre nada sexual, antes que você se assuste. Estava pensando em uma conversa, de um tempo atrás e outros comentários que ouvi durante as últimas semanas. Sempre disse que sou um cara ruim, que não mereço muita coisa que tenho e que sou um péssimo exemplo para sociedade.

Estranho ler isso? Não, acredito que se acompanha meu blog ou vlog, já sabe que penso assim sobre mim. A parte que acho estranha em minha vida, é que muitas pessoas não me enxergam dessa maneira. Aí fico pensando: "O que fiz de errado"? Devia ficar contente com comentários "bons" a meu respeito? Sinceramente, não sei. Talvez tudo dependa do ponto de vista e do que gostaria de atingir. É, poderia ser a mente fraca de alguém ou a burrice predominante em alguns seres que não podemos classificar como humanos, já que a maioria deveria possuir um cérebro.

Alguns, com toda certeza do mundo, me acham um completo filho da puta, principalmente no escritório, já que não sou a pessoa mais legal do mundo por lá. Como prova, temos diversos comentários não postados de algum estagiário que ficou "ofendidinho" com algumas palavras e ideias, muito provavelmente verdadeiras, que teci à respeito de certas dificuldades alheias. Mas no "mundo real", sou uma pessoa completamente diferente, daí vem o julgamento que me pinto de maneira totalmente exacerbada.

Não direi que sou o melhor amigo do mundo, não direi que sou a melhor pessoa, porque sei que realmente não sou. Afinal de contas, a minha total falta de compreensão naqueles momentos que a maioria das pessoas seriam razoavelmente tranquilas, me fazem parecer um monstro comparado ao próprio House, em relação ao tratamento a seus subordinados. Mas como no próprio seriado, existe o tal "contrato social", aquele em que tratamos bem algumas pessoas por mais que tenhamos vontade de agredí-las física e verbalmente. Claro, não dá para sair ofendendo qualquer pessoa, deve existir um mínimo de convívio pacífico para existir aquilo que chamamos de amizades.

Mas como sou o único que consigo adentrar minha mente e chegar nos detalhes mais sórdidos sobre o que penso das pessoas, acredito que não sou um cara bom. Se realmente fosse um cara bom, compreensivo e sensato, acredito que diversos pensamentos passariam a quilômetros de distância do meu subconsciente. Mas como toda regra, há diversas exceções em minha vida, há diversas pessoas com quem não consigo realmente me estressar ou ter vontade de dizimá-la.

Se gostaria de ser assim com mais pessoas? Talvez, tudo depende do ponto de vista. Mas algo é certo, em alguns momentos, talvez os de crise de existência, gostaria de voltar uns dez anos e ser quem eu "era". Que na verdade, era apenas uma sombra do que realmente sou. A única diferença para o "Yama" de antes para o de agora, é que meu antecessor era bem mais contido em certos quesitos. Aquele que veio antes de mim, morreu no momento em que descobri como o mundo era de verdade.

2 comentários:

  1. Então, Yama, o fato de nos conhecermos leva a um crescimento pessoal, os atos nos tornam tiranos; ideías e palavras talvez demonstram apenas uma insatisfação que é normal ao ser humano. Eu vejo de outra forma este seu jeito. Se você não fosse bom, sequer pensaria se está agindo bem ou mal. Pensamentos são só pensamentos, atos é que definem o caráter de uma pessoa.

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  2. Valeu pelo comentário, me fez parar para pensar.

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