Sonho dentro de sonho dentro de sonho...

Um sonho?

Enquanto te explicava diversas coisas sobre o trabalho, você olhava fixamente em meus olhos, já havia alguns minutos que divagava sobre aquele problema que precisávamos resolver.

Estou em um bar, segurando uma dose de uísque. Olho para o lado, vejo uma morena e resolvo conversar com ela. Diversas pessoas nos encaram ao redor enquanto me apresento a ela. Ela lança um lindo sorriso, estende sua mão e dou um leve beijo. Ela sorri e vira o rosto para a esquerda.

Verifico quanto ainda tenho de munição, estou atrás de uma pilastra, sozinho, todos os companheiros caídos. Vejo quantos seguranças ainda estão de pé, são seis, tenho munição suficiente para derrubá-los com muitos erros. Começo a pensar no que fazer mas nada me vez a cabeça. O ponto onde estou não facilita em nada minha mira, preciso encontrar um ponto onde consiga acertá-los.

Corro até um outro pilar, a visão é muito melhor, miro no primeiro e acerto-o na cabeça. Derrubo outros dois com tiros no peito e avanço. Desperdiço três tiro mas derrubo o quarto segurança, no quinto, vacilo e levo um tiro no ombro. Por sorte, o tiro foi no ombro esquerdo, então posso atirar ainda, com muito esforço derrubo o quinto e não encontro o sexto. Olho pela esquerda, pela direita e nada de encontrar o sexto segurança. Será que contei errado? Quando percebo ele está atrás de mim com a arma apontada para minha cabeça.

Me sento ao lado da morena e começo uma conversa agradável, ela apenas sorri, permanece calada a maior parte do tempo. Entre uma troca de olhares e outra, percebo que ela olha demais para meus lábios. Sem ao menos pensar, me deixo levar pelo impulso de beijá-la; e diferente do que Hitch ensina, não respeito a regra dos 90%. Ela corresponde ao beijo, puxa cada vez mais minha cabeça pressionando firmemente meus lábios contra os dela.

Estamos em sua casa, nos beijando enlouquecidamente, de forma tão calorosa e instigante. Ela pede alguns minutos, esses minutos parecem longos demais, volta com um sorriso malicioso e me beija novamente. Caímos no sofá, nossas mãos percorrem cada centímetro de nossos corpos de forma completamente uniforme. Paro de beijá-la por alguns segundos, olho em seus olhos e os vejo sorrir. Volto a beijá-la com mais vontade, com mais tesão, nos levantamos e partimos para o quarto.

Minha explicação para solução do problema parecia cansá-la ou ela estava praticamente debochando de mim. Talvez tenha se cansado de minha explicação tão longa, detalhes em excesso cansam as pessoas. Pergunto se quer um café e ela diz que sim, então resolvemos dar uma pausa na pequena reunião. Deixamos a sala e fomos para a copa. Servi um café com duas pequenas colheres de açúcar para ela e o meu com apenas uma, conheço seu gosto. Ela dá um pequeno gole e se volta a mim com um olhar de aprovação. Comenta que nunca esqueci seu gosto quando se trata de café, retribuo com um leve sorriso enquanto tomo meu café. Ela toma a xícara de minha mão, se aproxima bruscamente e...

2 comentários:

  1. [...] e...

    Confesso que fiquei ofegante por mais, na verdade eu tentei imaginar toda a cena na minha cabeça, mas são tantas possibilidades.

    Você consegue mexer com as pessoas, consegue fazer com que as pessoas se encaixem de certa forma na história.
    Esse texto me deixou com aquele gostinho de quero mais, de curiosidade. Adoro isso.

    É, eu sabia, você é meu escritor favorito!

    ResponderExcluir
  2. A ideia não é uma novidade, foi roubada do filme Inception. Está vendo só, sou um "escritor" fajuto. rs rs rs

    Eu tive três sonhos em uma noite e só coloquei um dentro do outro. Pronto, acabei de estragar a magia mas precisava me desmascarar. rs rs rs

    Fiquei curioso com esse lance de mexer com as pessoas, porque acho meus textos muito simplórios para isso. Espero, um dia, conseguir de fato escrever algo que me faça delirar ao ler. rs rs rs

    ResponderExcluir