Sonhos tempestuosos.

Um sonho de liberdade.

Ontem deitei minha cabeça no travesseiro e dormi. Em menos de 30 segundos mergulhei no mundo dos sonhos, um mundo não tão abstrato quanto esperava. Gostaria de sonhar com uma loira gostosa peituda, mas a vida não pode ser tão legal e me faz sonhar com trabalho. Tudo bem, já me acostumei desde que mudei de emprego. Mas o pior é que me sinto como se estivesse realmente trabalhando, chego a entrar em desespero por não conseguir fazer algo que sei fazer, coisa bem típica de sonho.

Quando o relógio anunciou que eram duas da manhã, despertei cheio de desespero, quase sem respirar, encharcado de suor, me senti como se tivesse feito quatro horas consecutivas de exercícios. Busquei oxigênio em todos os ângulos possíveis, mas mesmo assim ainda sentia uma enorme dificuldade para respirar, isso não me impediu de pensar em fumar um cigarro para me acalmar. Pensei que ainda estivesse sonhando, infelizmente aquilo era bem real, tentei dormir novamente, cheio de ânsia, torcendo para a noite terminar o quanto antes. Assim que adentrei novamente o mundo de Morfeu, outro sonho veio consumir minha mente de forma arrebatadora, dessa vez havia uma loira gostosa, mas ela não estava disposta a saciar minha fúria sexual.

Ficamos nos olhando por diversos minutos que pareceram horas, ninguém falava, não se ouvia nem um mísero som. Quando ela abriu a boca, não conseguia ouvir sua voz, apenas via sua boca se mexer e mais nada. Quando pisquei novamente, vi uma sala toda branca, sem cadeiras, mesas e muito menos uma porta. Cheguei a pensar em como havia parado lá, tentei me mover e não conseguia sentir minhas pernas, pensei que talvez aquilo fosse um sonho. Será que estava realmente sonhando? Tentei mover todas as parte do meu corpo, nem conseguia piscar, apenas sentia levemente meu peito se mexer enquanto respirava com dificuldade.

Abri os olhos novamente e vi a luz da tevê, senti um grande incomodo, peguei o controle e desliguei-a. Tentei olhar para o relógio, apenas enxergava um borrão, forcei a vista para desembaçar, três horas da manhã... Como é possível alguém acordar tanto no meio da noite, aliás, será que estava realmente acordado ou aquilo fazia parte de minhas alucinações? Chamo assim porque as coisas que sonhei pareciam mais viagens de ácido ou algo do gênero. Virei novamente e senti um torpor, já não sabia se havia dormido novamente. Tentei respirar mais profundamente e não consegui. O que estava acontecendo?

Quatro horas, mas já? Como é possível visitar estações de hora em hora? O que está acontecendo comigo? Sinto uma enorme depressão, um surto de lágrimas tomou conta de meu cérebro, sinto como se fosse explodir. Preciso de ar, preciso acordar ou dormir? Acho que um pouco de água e uma toalha não fariam mal algum. Quase me levantei para tomar um banho, mas acho que era cedo demais para isso, provavelmente não dormiria novamente. Fiquei ali, pregado a cama como um morto em seu caixão, apenas esperando a hora de me levarem para algum lugar silencioso e úmido. Pensei nas coisas que deixei de fazer, nas coisas que poderia fazer, pensei nas crianças, nas cunhadas e irmãos, na futura, na Nanda, no trabalho, no meu pai... Não sei mais quem sou, onde estou, em que ano me encontro, simplesmente vago pelo limbo.

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