Criatividade: zero.

O dia em que a Terra parou.

Mais um dia de preguiça. Aliás, será que foi preguiça ou falta de vontade? Ainda não sei ao certo, despertei cedo, voltei a dormir mas acordei novamente antes do despertador. Fiquei pensando no que fazer durante dez minutos, nem mesmo tive vontade de levantar para urinar, odeio esse verbo. Decidi ir ao banheiro, também odeio essa palavra, urinei e voltei para a cama. Liguei a tevê, procurei algo para assistir mas não tinha vontade de ver nada. Naveguei por toda programação da NET igual a maioria dos homens, sabe aquele jeito idiota de mudar de canal, um atrás do outro como se desse tempo para ver o que está passando. Parei em algum filme, não me lembro nem mesmo que filme era tamanha minha vontade de assistí-lo.

Fiquei pensando na vida, nas coisas que gostaria de fazer, nas que tenho pra fazer e mais um monte que preciso mudar. Não consegui chegar a nenhuma conclusão, não tomei nenhuma decisão e continuo me martirizando por conta disso. Tenho me sentido um fracasso, talvez tudo que não deu certo até agora me fez chegar neste ponto. Sei que não devo desistir, não de tudo, mas em diversos momentos tenho vontade de jogar tudo pro alto que começar do zero. Não acredito que seja o tempo certo pra isso, não acredito que isso mudará minha vida da forma como espero mas continuar do mesmo jeito só me traz a sensação que o fim é um só.

Passei uma vida ouvindo as pessoas, escutando conselhos, seguindo diversos deles e tentando fazer o melhor possível. Não sei se atingi alguma das expectativas, seja de meus pais ou as minhas, mas sei que cheguei a algum lugar, só não descobri exatamente onde. Não sei se fiz certo ao elevar o esforço quase ao máximo, a tentar ser tudo aquilo que me foi ensinado um dia, mesmo que tenha sido de forma indireta porque nunca sentei para falar sobre a vida profissional com meu pai. Claro, tinha noções de como ele era em relação a isso, via todos os dias o modo com que se empenhava no trabalho e com a família. Tirando a parte estressada e insensata de minha pessoa, a seriedade com que levo o trabalho foi uma grande herança.

Mas será que fiz realmente certo? Se meu pai fosse vivo, o que ele diria, que conselhos me daria nesta atual crise? Talvez tivesse chegado um pouco mais distante, apesar que não sigo conselhos 100%, ouço diversos e faço uma pequena mistura fina. Acredito que todos sejam assim, ouvem conselhos mas não os seguem a risca pois ainda existe nossos conceitos sobre vida no meio do assunto. Mas tento imaginar que tipo de conselho meu pai daria em um momento como este. Sinceramente, pelas poucas conversas que tivemos não consigo ter ideia de que tipo de conselho me daria. Não, não tenham em mente que tivemos um péssimo ou mau relacionamento, apenas era garoto que focava em outras coisas, em raras ocasiões parava em casa e quando sentava no escritório de meu pai, raramente eu puxava algum assunto mais sério sobre a vida. Ele sempre tentou, sempre demonstrou certo interesse em minha vida mas sem ser invasivo, ele dava a brecha para iniciarmos uma conversa mais séria mas eu nunca deslanchava a falar. Hoje me arrependo um pouco disso...

Ontem ia escrever mais um "Na sua estante", não de forma forçada, estava com mil ideias para escrever algo diferente. Fiquei feliz quando escrevi algo que não vivi, que apenas mentalizei e fluiu de forma natural, senti que ontem conseguiria fazer o mesmo mas o desânimo que me abate não me permitiu escrever. Comecei este texto pensando nisso, novamente, no desânimo, como fiz no anterior mas queria focar em algo diferente, quando deixo "minha mente" escrever, às vezes encontro certas visões que não vejo de forma clara. Sei que parece um assunto um tanto quanto maluco, talvez para uma psicóloga não seja, mas realmente enxergo coisas que não consigo sem escrever. Vejamos o que me espera essa semana...

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