Depois de muito tempo, saí.

The Wall

Sábado, 23h45, procuro um táxi para ir a um bar ver uma amiga cantar. Espero, espero e espero... Um táxi aponta na esquina, fico feliz, infelizmente ele estava ocupado. Espero mais alguns minutos e nada. Quase desistindo e voltando para pegar a moto, resolvo arriscar descendo uma outra rua, afinal de contas, teria mais oportunidade de pegar um táxi. Finalmente, avisto um táxi disponível, aceno, aceno novamente e aparentemente ele resolveu não parar. Quase perdendo as esperanças e o taxista resolveu parar.

Puxo conversa com ele e comentei que estava difícil pegar um táxi, aparentemente, pareço um marginal ou causo algum medo nas pessoas e eles não param. Ele comenta que ficou meio assim também e quando percebeu que era um oriental, decidiu parar. Fiquei pensando, mas não comentei nada, quer dizer que você ainda acha que nenhum oriental é bandido?

Partimos em direção da Treze de Maio, trânsito, um pouco mais de trânsito, pessoas fazendo barbaridades na noite paulistana e enfim, chegamos no local, salto do táxi e desejo uma boa noite ao bom trabalhador. Sinto cheiro de maconha, penso em como as pessoas estão cada vez mais caras de pau, apesar que maconha, hoje em dia, virou cigarro. Caminho até a porta do bar, acendo um cigarro, em poucos segundos uma menina, bonitinha até, veio me pedir o isqueiro. Do nada, praticamente sem querer, por conta da minha grande boca e simpatia, inicia-se uma longa conversa, quase até o término do meu cigarro. Poderia investir mas como sempre, fico naquele pensamento que as garotas são apenas legais comigo porque sou legal com elas, nada relacionada a interesse sexual ou algo do gênero. Atravesso a rua em busca de balas, é, esqueci o tic-tac em casa e sei como minha boca começa a me incomodar por ficar muito tempo sem fumar.

Ela combinou às 23h, perguntei se chegaria nesse horário, me disse que provavelmente às 23h30, respondi que chegaria à meia-noite, horário que provavelmente ela estaria lá. Dito e feito, era exatamente meia-noite e alguma coisa quando ela chamou pelo meu nome, aliás, apelido. Ficamos um tempo na porta e logo entramos. Logo de cara pensei em fugir, imaginei que aquele lugar viraria o inferno quando enchesse, mas mantive meu subconsciente sob meu controle e permaneci por lá.

Não lembro o horário que a banda começou a apresentação, foi muito bacana, há muito tempo que espero para ver essa amiga cantar, até sábado tinha visto apenas uma única música. Fora que estava curioso para conhecer o tal "The Wall", trocentos anos vivendo em SP e não conhecia o lugar. Valeu a pena ter decidido ir, conheci a irmã dessa minha amiga, pessoa super bacana e simpática. Matei minha vontade de ver minha amiga cantar e ainda bebi uma cerveja, o que mais poderia desejar?

2 comentários:

  1. HAHAHAHA Lembrei da luta que eu faço para sair, da briga que eu faço para não ir e de como meus amigos me convencem, de um jeito SUPER gentil.

    Mas pelo menos o barzinho tem cadeiras e mesas, sempre tem uma amiga mais "chata” do que eu; a diversão é conversar sobre o nosso pé dolorido, o sono e sobre como nós nos arrependemos de sair de casa ás 23hhrs sabendo que iríamos voltar no outro dia.
    Ainda com um bônus, de se irritar com metrossexuais.

    Mas até que algumas vezes, algo de interessante acontece. Algo que pelo menos compense a dor no corpo e a vontade de dormir.
    Além de sempre estar acompanhada de pessoas maravilhosas.

    (E sobre os orientais, sim, vocês não têm cara de bandido, malvado ou metrossexual. Na realidade, vocês têm cara de bonzinho, de serenos e super, mega dóceis. HAHAHA)

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  2. Desde minha adolescência é muito difícil conseguir sair. Nunca gostei de lugares cheio de pessoas, filas, etc. Então, depois de velho, essa situação apenas piorou um pouquinho. rs rs rs

    Claro, de vez em nunca, até sinto vontade de ir a algum lugar, mas gosto de coisas mais calmas e tranquilas. Bares com bandas ao vivo até me instigam, mas a super lotação é algo que realmente me desagrada.

    Não reclamarei dessa última saída, foi bacana, vi minha amiga cantar, coisa que espero há muito e conheci a irmã dela, que na outra ocasião não consegui. Enquanto era possível conversar, foi bem legal. rs rs rs

    Ah, esse lance do oriental não parecer bandido é meio relativo. rs rs rs Conheci um que era marginal na minha adolescência, apesar do cara ser bem legal. rs rs rs

    Beijão.

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