Amor ou doença?

Lila.

Vejo sua inocência ser corrompida pelo amor que sente por mim e isso me entristece. Não de uma forma ruim. Espera, talvez eu tenha me expressado mal... Ou, talvez seja essa a melhor descrição para descrever a doença que você criou em seu coração. Sim, chamo de doença porque não deveria ser permitido amar da forma como você me ama. Tal analogia não fiz por maldade, acho que você sabe do que estou falando.

Tentei em diversas vezes te abandonar, simplesmente desaparecer da sua vida, falhei em todas. Infelizmente permiti corromper sua inocência, sabia desde o início que devia ter partido, que não devia ter dado oportunidade para termos algo. Mas talvez a vontade e a pureza do seu olhar me deixaram sem controle, não conseguia mais pensar de forma sensata, apenas me deixei levar e me rendi ao seu beijo.

No início me convenci que você seria a pessoa certa para me tirar da escuridão, do passado, mas com o passar do tempo, com a falta do nascer do amor, fui me desinteressando. Não foi justo, afinal de contas, o amor nem sempre é justo. Por isso, em diversos momentos tentei largá-la, tentei deixá-la partir, mas sempre você deixava a situação insuportável. Se eu fosse um pouco mais decidido, decidido não, um pouco mais forte, você não teria perdido totalmente sua inocência.

Tentei te resgatar diversas vezes daquilo que julgava como o fundo do poço, mas você nunca me permitiu por causa do seu grande amor. O grande problema foi que você nunca quis compreender o que seria o verdadeiro amor. Como sempre tentei te mostrar, amar não é fazer da pessoa a sua vida, mas sim, apenas uma pequena fração dela. Poderia ser apenas uma pequena peça de uma quebra-cabeça gigante, mas você nunca quis entender. Foi como deveria ser, talvez pudesse ser melhor, talvez um pouco menos pior, mas...

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