VLOG

Um outro encontro.

Encontros.

22h56.

Olho para todas as direções procurando você, talvez esteja presa no trânsito, talvez tenha esquecido ou está atrasada como qualquer mulher comum. Vou até o banheiro, olho para o espelho e abro a torneira. Deixo a água correr por alguns segundos, depois pego um pouco para jogar em meu rosto. Minha cabeça dói.

Imortalidade.

Immortality.

Mais um aniversário, menos uma pessoa para comemorar com você. Por quê? Coisas da vida, o tempo passa e a cada ano alguém resolve partir desta para melhor. Quando as pessoas dizem isso, fico imaginando se realmente é melhor estar morto. Bom, para alguns, talvez seja; para outros, também. Acreditava que morreria aos 30, ultrapassei a maldição e estou na metade do caminho para os 40. O que será de mim?

Há quem diga que a vida começa aos 40, mas também ouvi isso quando estava próximo dos 30, então, quando é que a vida começa afinal de contas? Ah, nesse momento vocês pensaram: "Se você não sabe, então a vida ainda não começou", ledo engano.

Desequilibrado.

Equilibrium.

Enquanto a tranquilidade retoma seu lugar, um espírito guerreiro começa a ressurgir das cinzas e a imensa vontade de fazer tudo volta a florescer. Tudo ou nada; oito ou oitenta. Essa é uma questão muito complexa e ruim de lidar, principalmente quando você não tem paz de espírito. Essa insana busca por fazer tudo e quando não se tem vontade, não se faz nada. Por que não pode haver um equilíbrio?

Essa sensação de torpor dominando em certos momento me deixa angustiado. Sinto vontade de fazer tudo e nada ao mesmo tempo, sinto que preciso buscar novos horizontes novamente. Para onde devo ir dessa vez? Vou me embrenhar no submundo do meu subconsciente e buscar de volta meu espírito de vez. Essa demora para ressurgimento da ousadia e a luta constante contra o tempo está me matando.

Para sempre em minha mente.

Suicídio.

Enquanto ouço uma música suave e dolorosa, no fundo do meu subconsciente ouço seu riso, bem leve, sutil, quase imperceptível. Olho para o lado e não te vejo, levanto e vou até a janela tentar encontrar algum vestígio de sua presença, tudo em vão. Vou até o banheiro, lavar o rosto por conta do calor que dominou meu corpo, jogo um pouco da água que sai da torneira e está muito gelada. Num rápido relance ao espelho, vejo seu semblante, olho novamente e você não está lá. Olho para trás com alguma esperança, mas não te encontro. Será que estou ficando louco?

Sua sombra começa a me perseguir onde quer que eu vá. No café onde tínhamos ótimas conversas, no parque onde corríamos e até mesmo no trabalho, onde você nunca me visitou. Mas é de forma estranha, não parece que você está nos lugares, parece que está comigo, em minha mente, como uma eterna voz sombria que me acompanha.

Minha pequena florzinha?

Aguardem... Pensei seriamente em fazer algo que ouvi há um tempo atrás que alguns escritores fazem normalmente: reescrever o "Minha pequena florzinha". Ah, mas por quê? Por que não escrever um novo livro, como você começou e desistiu depois do primeiro capítulo? Porque acho que muitas coisas ficaram muito mal escritas e talvez seja bem mais fácil reescrever um livro para ser o primeiro a virar mídia digital. Virar mídia digital? Sim, estou pensando seriamente em publicá-lo como um ePub, de graça, só para ter uma noção de como o povo reagiria, se é que alguém o leria.

Morrer mais uma vez.

Pôr-do=sol.

Morro todas as noites e renasço a todas as manhã. Travo a mesma batalha todos os dias, como se vivesse dentro de um quadro ou em um eterno déjà vu. Se a vida for feita de escolhas, elas foram tiradas de mim. Já não sei mais quem sou ou o que sou. Não sei do que me alimento, nem mesmo sei se ainda sou um ser humano ou se viramos algum tipo de abominação alienígena.

E na próxima temporada... Como?

Season 5.

Ainda meio sem criatividade, ainda sem muitas inovações, mas fiz um vídeo essa semana. Decidi voltar depois desse tempo parado, que até que não foi muito se contarmos os dias. Fiz algumas vinhetas na velocidade da luz, apesar da criatividade não ajudar muito mas consegui fazer algo novo. Diga-se por passagem, essas é a última vez que faço vinhetas, não mudarei mais para as próximas temporadas. Não porque amei essas vinhetas, mas porque é sempre um pé no saco inovar e nunca mudo muito o estilo delas, então não vejo razão para sempre criar novas vinhetas. Porra, um seria que durou mais de 12 anos usou praticamente a mesma vinheta, por que eu não posso? Aliás, eu devia ter feito isso desde a primeira temporada. Não, as primeiras vinhetas eram horríveis.